Sexta-Feira, 27 de Março de 2020, 10h:58

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Prefeita libera comércio, mas admite que pode ocorrer sobrecarga em UPA

Por: WELLYNGTON SOUZA

A prefeita de Sinop (a 480 quilômetros de Cuiabá), Rosana Martinelli (PL), afirmou nesta quinta-feira (26), que o município seguirá o decreto do governo estadual que libera o funcionamento do comércio e admitiu uma sobrecarga na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nos postos de saúde com um número maior de pessoas circulando às ruas.

Alan Cosme/HiperNoticias

rosana martinelli/prefeita de sinop/Votação da AMM

 

“O alerta que faço neste momento é de que, com as medidas anunciadas hoje voltadas à economia, voltaremos a ter um grande número de pessoas circulando em nossa cidade. Uma vez que, aumentando o número de casos suspeitos e doentes, a sobrecarga será na UPA e nos postos de saúde”, disse.

Com a volta da atividade comercial, a gestora orientou que os comércios continuem seguindo as orientações de prevenção ao Covid-19.

“Então, eu peço que os empresários de Sinop sigam o decreto e adotem todas as medidas de prevenção e higienização necessárias. Essa responsabilidade também é de vocês de agora em diante", destacou.

Conforme Martinelli, o governador Mauro Mendes (DEM) normatizou e pacificou as questões econômicas em Mato Grosso, na qual muitas vão ao encontro dos decretos anunciados pela prefeitura. A gestora alertou ainda que Sinop não recebeu nenhuma ajuda financeira por parte do governo federal.

“O governador normatizou e pacificou as questões econômicas em Mato Grosso. Muitas já vão ao encontro dos decretos que venho anunciando quase que diariamente. Quanto às novas determinações, o caminho é claro: vamos seguir as normativas do Estado. Lembrando que até o momento não recebemos as ajudas e suporte que a União tem anunciado para a Saúde e nem quando e de que forma será esse apoio”, destacou.

Medidas ainda restritivas

As aglomerações em espaços públicos, feiras, academias e eventos em geral, ainda estão proibidos como no decreto do Estado. As escolas continuam com as aulas suspensas até o dia cinco de abril. “E continuo fazendo um apelo ao povo de Sinop: saia de casa apenas nos casos de extrema necessidade. Essa luta pela saúde é de todos nós”.

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