O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) sinalizou abertura para possíveis alianças com o Partido Liberal (PL), embora tenha ressaltado que nenhuma tratativa oficial foi iniciada logo após a convenção da sigla liberal. Pivetta condicionou qualquer decisão final à convenção do Republicanos, marcada para o dia 4 de agosto, enfatizando uma postura pragmática, porém pautada por limites éticos na busca pelo mandato.
Questionado sobre o acompanhamento dessas movimentações e a possibilidade imediata de aliança, Pivetta justificou sua ausência inicial nas discussões devido à intensa agenda administrativa.
“Olha, eu não posso falar sobre isso. Ontem pra mim foi um dia muito intenso. Não estou acompanhando essas movimentações, sei que houve a convenção do PL, mas não tive conversa com ninguém deles, não tenho nenhuma notícia nesse sentido”, afirmou Pivetta em entrevista ao Fato Agora nesta quinta-feira (23).
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Apesar do distanciamento momentâneo, o governador reforçou que o Republicanos está em fase de escuta e diálogo com diversas forças políticas. A estratégia declarada é a de manter as portas abertas, evitando criar vetos prévios que possam isolar a sigla antes de sua própria definição partidária.
“Eu não descarto nenhuma possibilidade. O fechamento disso vai acontecer no dia 4 de agosto, quando nós vamos fazer a convenção dos Republicanos. Até lá, não descartamos nada, vamos conversar, estamos conversando com todos os partidos. Não temos preconceito quanto a ninguém, não temos oposição, mas não temos inimigos”, pontuou.
Essa postura de Pivetta reflete o momento de indefinição que também permeia o PL, que ainda estuda composições para a segunda vaga ao Senado, inclusive cogitando uma "dobradinha" entre Medeiros e o ex-governador Mauro Mendes (UB). No entanto, para o governador, a construção política deve passar por uma conexão direta com o eleitorado, sem concessões que comprometam sua integridade.
“Vamos seguir em frente, conversando, ouvindo. Eu sempre falei que nós não vamos vender a alma para conquistar o mandato, mas vamos fazer uma conversa franca, direta com a população e vamos conquistar o nosso povo, que é isso que interessa”.
Enquanto o Republicanos aguarda agosto, o PL já definiu uma chapa proporcional com 16 candidatos à Assembleia Legislativa e oito à Câmara Federal. A articulação final entre as legendas dependerá da capacidade de acomodar interesses nas vagas majoritárias que ainda restam na mesa de negociações até o encerramento do prazo legal.
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