O advogado Euclides Ribeiro confirmou que pretende disputar uma cadeira no Senado nas eleições de 2026 em Mato Grosso, conforme A Gazeta. Reconhecido por sua atuação jurídica no agronegócio, ele passa a integrar a lista de representantes do setor que se colocam como possíveis candidatos ao cargo. Embora ainda não tenha confirmado oficialmente a legenda pela qual disputará o pleito, a tendência é que Euclides Ribeiro se filie ao Podemos, partido onde pretende estruturar seu projeto político em parceria com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi.
Ribeiro disputou a eleição suplementar ao Senado de 2020, pelo Partido Novo, e conquistou pouco mais de 58 mil votos. No meio jurídico, ele ganhou projeção nacional por atuar na construção da tese que facilitou o acesso de produtores rurais à recuperação judicial, permitindo a renegociação de dívidas sem a exigência de dois anos de registro prévio na Junta Comercial.
Ele se junta ao ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, que também está sem partido desde que deixou o Democracia Cristã (DC), após a imposição de apoiar o candidato da legenda à Presidência da República, Aldo Rebelo, em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL). Galvan já admitiu que tem dialogado com o suplente de senador Mauro Carvalho sobre a possibilidade de disputar o Senado pelo Partido Renovação Democrática (PRD), mas nada ainda foi definido.
Além dos novos postulantes, concorre à reeleição o senador Carlos Fávaro (PSD), atualmente ministro da Agricultura e Pecuária no governo federal, que conta com apoio dos "barões do agro", da família Maggi Scheffer.
Corre por fora o megaempréário do agronegócio Odílio Balbinotti Filho, conhecido como “rei das sementes", que aceitou ocupar a primeira suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo deputado federal José Medeiros (PL) após pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Balbinotti, ele chegou a considerar disputar o governo do estado, mas recuou para ajudar na composição política do grupo. Na ocasião, a desistência ajudou a reduzir tensões internas no Partido Liberal, que estava dividido entre o nome do empresário e a candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo, agora consolidada.
BASE GOVERNISTA
Além de 'inflar' o palanque do agro, a entrada de Ribeiro amplia o número de possíveis candidatos ligados ao grupo político do Mauro Mendes (UB). A depender do partido que escolher, e das alianças que estão por vir, Ribeiro pode protagonizar uma disputa por espaço na chapa majoritária de 2026 dentro da base governista.
Isso porque o grupo já tem como possíveis postulantes o próprio governador Mauro Mendes e Ribeiro pode enfrentar disputar interna pela segunda vaga do grupo com Margareth Buzetti (PP) e Jayme Campos (UB), que podem concorrer à reeleição.
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