O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que desistiu de selar a paz entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e os vereadores. Júlio repassou a missão ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem investido na construção do relacionamento político com a prefeita e, segundo os bastidores, interferiu na votação da Mesa Diretora, contribuindo para que Flávia aumentasse o número de vereadores na base do governo.
O deputado sugeriu que o governador convoque uma reunião no Palácio Paiaguás entre a prefeita e o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), para encerrar o clima de guerra entre o Legislativo e o Executivo. Júlio classificou o nível de desgaste a um "esgarçamento".
"Eu tenho procurado fazer o possível para diminuir esse esgarçamento, esse atrito entre vereadores e Prefeitura. Mas não está fácil. Lamentavelmente, não é fácil. O ideal seria ter alguém, talvez o governador Otaviano Pivetta tentar chamar o Palácio uma conciliação entre os ambos os poderes de Várzea Grande para tentar porque eu já desisti", falou o deputado nessa quarta-feira (13).
Júlio Campos, cujo reduto político é em VG, não se recorda quando houve uma gestão tão atripulada quanto a de Flávia, marcada por conflitos que motivaram, inclusive, a renúncia do ex-vice-prefeito Tião da Zaelli (PL). Flávia investe no aumento da tensão com a Câmara. A prefeita denunciou o presidente reeleito por mais dois anos a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) por não seguir o rito e autorizar a abertura de crédito adicional suplementar de R$ 215 mil ao orçamento do Legislativo.
"No passado já teve alguns atritos, mas não nesse nível", disse o deputado.
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Para o parlamentar, Flávia perde com o comportamento inflexível e deveria repensar sua postura, abrindo diálogo com os vereadores. A prefeita não concorda. Nessa quinta (14), após Wanderley ser reeleito, ela fez uma breve análise e apontou o resultado de 12 a 11 votos para a chapa vencedora como uma demonstração do ganho de governabilidade dentro da Câmara, já que de quatro saltou para 11 em sua base.
Júlio diverge e afirma que o pé de guerra do Executivo com a Câmara é "falta de uma propriedade política".
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