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Política Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016, 08:35 - A | A

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016, 08h:35 - A | A

TENSÃO EM SINOP

Juiz proíbe candidato usar operação policial em programa eleitoral; oposição se diz estarrecida

DA REDAÇÃO

O escândalo envolvendo o prefeito Juarez Costa (PMDB), após desencadeda a Operação Sorrelfa pelo Gaeco, não poderá ser utilizado na campanha eleitoral em Sinop. A decisão é do juiz eleitoral, Cleber Luiz Zeferino de Paula.

 

A determinação proibe o candidato a prefeito Roberto Dorner (PSD) a fazer ligação do episódio com a candidata Rosana Martinelli (PR) à operação “Sorrelfa”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na última quinta-feira (15).

 

dorner

Candidato Roberto Dorner divulga nota sobre escândalo

Ela é adversária de Dorner e conta com o apoio do atual do prefeito. Na decisão, o magistrado concedeu parcialmente a liminar impetrada pela coligação “Amor por Sinop”. Em uma das determinações, o juiz eleitoral proíbe os candidatos a usarem mensagens subliminares que pode sugerir implicitamente que a candidata Rosana Martinelli tenha participado de eventuais crimes que estejam sendo investigados pela Operação “Sorrelfa”.

 

“Que a Coligação “Sinop Pode Mais” se abstenha de veicular qualquer propaganda eleitoral que sugira, de forma explícita ou implícita, que a candidata Rosana Martinelli possa ter participado de eventuais crimes que estejam sendo investigados pela Operação Sorrelfa; a necessidade de fixação de multa, bem como o seu respectivo valor será analisado de acordo com a conduta da Coligação “Sinop Pode Mais” após a intimação da presente decisão interlocutória”, diz trecho da decisão.

 

O juiz eleitoral afirma que a utilização dessas mensagens subliminares que leva ao conhecimento de um determinado público, de forma disfarçada ou oculta, um determinado conteúdo, pode degradar a imagem da candidata perante muitos cidadãos sinopenses.

 

“Entendo que qualquer sugestão, explícita ou implícita, de que a candidata Rosana Martinelli possa ter participado de eventuais crimes que estejam sendo investigados pela Operação Sorrelfa, até novas informações dos órgãos investigadores, indiscutivelmente degenera, deteriora, destrói a imagem da candidata Rosana Martinelli perante muitos cidadãos sinopenses. Por esta razão é que se faz necessária a atuação do poder de polícia conferido à Justiça Eleitoral”.

 

Essa análise, de acordo com o magistrado, já servirá de parâmetro para o restante do período eleitoral em Sinop, em função da Operação “Sorrelfa”, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no local de trabalho do prefeito Juarez Costa (PMDB).

 

Na análise da propaganda eleitoral do candidato Roberto Dorner (PSD), veiculada no dia 16 de setembro, período noturno, o juiz eleitoral que a coligação não coloque mais no ar, o trecho de 1 minuto e 25 no horário eleitoral, e que adeque a narrativa em vários pontos.  

 

Dorner também se manifestou com relação ao escândalo.  Leia a íntegra da nota:

 

Hoje, ficamos estarrecidos com as notícias que correram o estado sobre os possíveis pagamentos de contas pessoais de um apartamento do prefeito Juarez Costa com cheques de prestadores de serviço da concessionária de água.

 

 

Ouvimos, junto com a população, um silêncio estarrecedor do atual prefeito e de sua vice-prefeita, Rosana Martinelli, sobre os fatos apresentados. Um silêncio infame, que cobre a atual gestão de desconfiança, de descrédito, e esconde da população o que é de mais precioso: a verdade.

 

Ao escolher permanecer em silêncio, o prefeito Juarez Costa perde a oportunidade de manter a aprovação do seu mandato e a idoneidade de sua equipe de gestão. Ao escolher o silêncio, o prefeito Juarez coloca em xeque a lisura do contrato de concessão de água que hoje é um martírio financeiro na vida de cada sinopense. Ao escolher o silêncio, o prefeito Juarez acentua a possibilidade de que tais fatos seriam verdade, tornando insustentável a manutenção desse mandato e a eleição de sua atual vice.

 

É preciso também que Rosana Martinelli, vice-prefeita da atual gestão, quebre o silêncio. Caso contrário, nos dá duas impressões: ou a de que sabia desses fatos enquanto co-gestora ou, talvez pior, que não sabia de nada como co-gestora da prefeitura. Todos nós, como moradores de Sinop, esperamos que a vice-prefeita Rosana Martinelli – até no seu desejo em assumir o comando da prefeitura por mais quatro anos – mostre à população ou o seu desconhecimento sobre esse tema ou o seu descontentamento sobre tal possibilidade. Mas que não se cale perante um caso que possa ser tão grave.

 

O silêncio é direito de qualquer um. Mas a verdade é um dever de todos.

 

E a gravidade do assunto é extrema.

 

Esperamos que a transparência do atual prefeito, nesse momento, seja urgente.

 

 

Roberto Dorner

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