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Política Terça-feira, 28 de Outubro de 2014, 13:39 - A | A

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014, 13h:39 - A | A

A QUALQUER MOMENTO

Fiúza aguarda revisão do pleno do TRE sobre disputa por suplência

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar a qualquer momento um agravo regimental que pode rever a decisão do juiz André Luiz de Andrade Pozetti.

THIAGO ANDRADE


O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar a qualquer momento um agravo regimental que pode rever a decisão do juiz André Luiz de Andrade Pozetti sobre o caso da fraude na ata candidatura do senador Pedro Taques (PDT) nas eleições de 2010.

O agravo foi impetrado pelo empresário Paulo Fiúza (SDD), considerado pela Justiça Eleitoral como o segundo suplente do senador pedetista. A intenção de Fiúza é de que a Justiça reconheça que houve uma fraude na ata e faça a correção da ordem das suplências.

Imagens da Internet

José Medeiros (PPS), tido como o primeiro suplente do senador Pedro Taques (PDT). No destaque, Paulo Fiúza (SDD).

Segundo ele, novamente foi apresentado à Justiça Eleitoral provas que demonstram que houve fraude na ata de candidatura de Taques, destaca que anexou declarações que comprovam que ele era o primeiro suplente desde o início das conversações.

Fiúza conta que no início de 2010, quando ainda estava no PV, foi procurado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) que era pré-candidato ao governo do Estado, pelo prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT) e por Taques, quando ainda era pré-candidato ao Senado.

Segundo ele, desde a primeira conversa ficou acertado com o grupo, que ele seria indicado para a vaga de primeiro suplente do Senado, na chapa de Taques, ou até mesmo, vice-governador.

Destaca que quando houve a convenção, ficou acertado com os líderes dos partidos que faziam parte da coligação “Mato Grosso Melhor pra Você” (PSB, PDT, PPS e PV) que ele seria o primeiro suplente e que Zeca Viana (PDT) seria o segundo suplente na chapa.

Conta que a ata assinada pelos líderes dos partidos previa justamente isso. No entanto, no TRE foi protocolado que Zeca Viana era o primeiro suplente e que Fiuza seria o segundo suplente do pedetista.

Ainda em julho daquele ano, Zeca desistiu da suplência para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Então, em seu lugar entrou o policial rodoviário federal, José Medeiros (PPS) que passou a figurar como primeiro suplente.

Isso porque, a coligação deveria protocolar no TRE um pedido de renuncia de candidatura da segunda suplência de Fiuza, e protocolar em seguida a candidatura na primeira suplência o que não ocorreu. Segundo ele, em nenhum momento anterior a eleição soube que tinha sido registrado como segundo suplente.

Fiuza destaca que só foi descobrir o caso ao votar. Afirma que quando viu a inversão, ligou na hora para o senador Pedro Taques, que também demonstrou estar surpreso com o caso, tendo em vista que fez toda campanha divulgando que Fiuza era seu primeiro suplente.

Como prova, o empresário anexou fotos de santinhos de Taques, além de vídeos do programa eleitoral e entrevistas concedidas a emissoras de TVs pelo pedetista.

Afirma ainda que as fraudes nas assinaturas e rubricas foram confirmadas pelo prefeito Otaviano Pivetta, pelo deputado federal Valtenir Pereira (PROS), Taques e pelo então candidato ao Senado Naildo Lopes (PV).

PERÍODO ELEITORAL
Fiúza afirma que sempre recebeu respaldo de Taques para a resolução do problema. Lembra que no período eleitoral chegou a ser procurado por concorrentes do pedetista que queriam explorar a questão. No entanto, disse que não faria isso por respeito ao trabalho do senador. Confessa ainda, que não seguiu a orientação do partido e votou em Taques para o governo do Estado.

O SDD fazia parte da coligação “Viva Mato Grosso” que tinha a ex-secretária de Estado Janete Riva (PSD) como candidata ao governo.

Conta ainda que recentemente foi procurado por Medeiros para resolver a questão de forma política, em uma espécie de divisão do mandato de senador. Entretanto, afirma que a resposta foi negativa e que vai levar a ação até o fim para provar a verdade sobre o caso.

O empresário evita colocar a culpa em alguém, mas conta que pediu à Polícia Federal que investigue o caso e ao Ministério Público Eleitoral que acompanhe a investigação da PF sobre o assunto.

COMPLICAÇÃO
Conforme os advogados Ricardo Gomes de Almeida, Cristian Gomes de Almeida e Luiz Alberto que fazem a defesa de Fiúza neste caso, não foi encontrado semelhança em nenhum outro Estado do país.

Por isso, os advogados reforçam a necessidade do pleno do TRE em fazer o julgamento do caso, visto que a decisão não pode ser monocrática, tendo em vista que ainda não é uma questão pacificada pelo pleno.

Caso não obtenham sucesso na ação, a defesa já adianta que deve recorrer.

OUTRO LADO
Medeiros foi procurado pela reportagem para falar sobre o caso, mas preferiu não falar. Segundo ele, este assunto já foi superado, uma vez que obteve quatro decisões favoráveis na Justiça.

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