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Política Sábado, 24 de Setembro de 2022, 08:00 - A | A

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Sábado, 24 de Setembro de 2022, 08h:00 - A | A

VAZIO ELEITORAL

Falta de representatividade política em algumas regiões de MT prejudica envio de emendas

Reportagem do Estadão mostra favoritos do Estado que não levaram mandato em 2018, desassistindo, em consequência, diversos municípios

ALEXANDRA LOPES
Da Redação

Um “vazio eleitoral” foi constado em algumas regiões de Mato Grosso, culminando na falta de representatividade política e prejudicando até o envio de emendas parlamentares por parte do Congresso Nacional a localidades situadas na região do Araguaia, por exemplo.

O tema, que foi destaque de uma matéria do jornal Estadão, veiculada na última semana, traz como destaque o atual candidato à Assembleia Legislativa Gaspar Lazari (PSD), que, em 2018, quando disputou o cargo de deputado federal, obteve cerca de 46% dos votos em 12 cidades da região do Araguaia, mas não foi eleito. Conforme levantamento do jornal, as prefeituras dali receberam 18,5% a menos em emendas parlamentares do que a média das cidades de mesmo tamanho no Estado.

 FAVORITOS, MAS NÃO ELEITOS 

Outro citado pela reportagem é o atual postulante ao cargo de deputado federal, Valtenir Pereira (MDB). Em 2018, ele foi considerado o candidato “favorito” nas cidades de São José dos Quatro Marcos, Campinápolis e Nova Lacerda. Coronel Sandro (Patriota), hoje, que tenta uma cadeira na Assembleia, aparece como o candidato a deputado federal que mais agradou a população de São José do Povo em 2018.

Ainda são citados Josair Lopes (PP), favorito em Dom Aquino e Jaciara. Gilberto de Melo (PP), favorito em Campo Novo do Parecis. Ambos não disputam o atual pleito pleito. O atual prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (PSDB), também foi mais votado na mesma cidade. Ezequiel Fonseca foi mais votado em Reserva do Cabaçal no pleito a deputado federal em 2018. Ele não disputa as eleições deste ano. Adriano Silva (morreu em 2020 em decorrência da covid-19) conquistou os votos dos eleitores de Campos de Julho e Lambari D'Oeste, em 2018. 

Confira neste link o resultado detalhado dos candidatos favoritos em 2018 em regiões consideradas "desertos políticos". 

ANÁLISE 

Para o analista político João Edison, movimentos que ocorrem no Congresso Nacional no sentido de serem mais inclinados ao campo do financiamento público de campanha resultam justamente nessa questão do “deserto político”. Conforme ele, para além do vazio eleitoral, existem vazios geográficos e vazios de representatividade, como poucas mulheres no poder e também poucos representantes negros.

“Por exemplo, a população negra, nós não temos representantes negros nessa legislatura na Assembleia Legislativa, né? Mulheres, elas representam quase 50% do total do eleitorado mato-grossense e mulher tem uma na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na Câmara Federal, entre oito deputados, uma, né? Assim, como ocorrem esses tipos de vazios ocorre também o vazio geográfico e o problema é o seguinte: criaram a verba pública, só que os presidentes de partidos se apossaram da verba pública e não de forma igualitária”, avaliou.

“O nosso grande problema quando isso ocorre é porque os partidos políticos são redutos, de poderes ditatoriais e racistas evocados apenas para o autoego e, em função disso, não fazem a distribuição correta dos recursos”, emendou.

 Com O Estado de S. Paulo

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