A empresária Lucilvânia Conce, de Sapezal, veio a público neste sábado (26) para apresentar sua versão sobre o áudio atribuído ao deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que foi anexado a um pedido de medidas protetivas na Justiça. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela detalhou a sequência das ligações que, segundo seu relato, deram origem à gravação e rebateu a afirmação de que o conteúdo poderia ser falso ou produzido por inteligência artificial.
Segundo Lucilvânia, tudo começou após uma conversa com o vereador Niltinho, também identificado por ela como Elenildo, que teria sido prestador de serviços para sua empresa. A empresária afirmou que pediu apoio a outro candidato durante o encontro, mas ouviu do vereador que ele apoiava Guarnieri.
Ela declarou que não fez comentários ofensivos sobre o deputado e que sequer o conhecia pessoalmente. Ainda conforme o relato, na mesma noite, por volta das 20h30, recebeu uma primeira ligação que durou cerca de dois minutos.
De acordo com Lucilvânia, a chamada não identificava o nome de quem estava ligando e, por isso, ela desligou. Pouco depois, o interlocutor teria feito uma segunda ligação, que teria durado aproximadamente quatro minutos.
A empresária afirma que foi nessa segunda conversa que recebeu os ataques e ofensas que aparecem no áudio divulgado anteriormente. Segundo ela, Guarnieri teria questionado uma suposta reunião com funcionários para falar sobre ele.
Lucilvânia explicou que havia conversado com um funcionário que conhece o deputado desde o período em que ele foi vereador. Ela afirmou que não havia motivo para receber as ofensas atribuídas ao parlamentar.
Durante o vídeo, a empresária disse ter se sentido humilhada com o conteúdo da conversa e rebateu uma das acusações que afirma ter recebido. "Eu nunca me senti tão humilhada na minha vida", declarou.
Ela também afirmou que começou a trabalhar ainda criança e negou ter cometido qualquer crime ou ter se apropriado de bens de terceiros.
Lucilvânia destacou ainda que sua empresa empregaria mais de 300 pessoas em Sapezal e afirmou considerar incompatível com a atuação de um deputado o comportamento que atribui ao autor da gravação.
EMPRESÁRIA NEGA TER USAADO IA
Um dos principais pontos do novo pronunciamento foi a contestação à hipótese de que o áudio seria produzido ou manipulado por inteligência artificial. A empresária afirmou possuir documentação relacionada ao caso e declarou que o conteúdo não foi criado por IA.
"Estou com toda a documentação aqui, não tem nada de I.A.", afirmou.
A declaração ocorre dias depois de Guarnieri dizer ao HNT que não reconhece a própria voz na gravação apresentada à Justiça. O deputado classificou o conteúdo como "fake news", levantou a possibilidade de montagem e questionou a diferença entre o tempo da ligação relatado pela empresária e a duração do arquivo apresentado no processo.
MEDIDAS PROTETIVAS
O caso já passou pela Justiça. Inicialmente, o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, da 1ª Vara de Sapezal, determinou medidas protetivas contra Guarnieri após a empresária apresentar o áudio e relatar ameaças e intimidações.
Entre as medidas estavam a proibição de aproximação e contato com a empresária, familiares e testemunhas, além da restrição de acesso à residência e ao estabelecimento comercial dela.
Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) derrubou a cautelar que impedia a aproximação do deputado com a empresária.
Guarnieri continua negando ser o autor da gravação e afirma que o episódio teria motivação política. A empresária, por sua vez, sustenta que o áudio é verdadeiro e afirma que as medidas cabíveis já foram tomadas.
O caso segue com versões conflitantes sobre a autoria e a autenticidade do material apresentado à Justiça.
CONFIRA:
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










