Durante o pronunciamento, representantes dos Estados Unidos se retiraram do plenário, conforme mostrou a transmissão da ONU. Parrilla afirmou que a política de sanções é punição coletiva, proibida pelo direito internacional humanitário.
O ministro também disse que os EUA impedem que outros países exportem combustível para Cuba por meio de intimidação e coerção, em um bloqueio energético em vigor desde janeiro de 2026. Para ele, a restrição equivale, na prática, a um bloqueio naval, o que classificou como um ato de guerra no direito internacional.
Parrilla afirmou ainda que o bloqueio trava a chegada de suprimentos essenciais e citou que mais de 7.000 contêineres com alimentos, medicamentos e dispositivos médicos estão retidos em portos, inclusive cargas já pagas por empresas privadas cubanas. O ministro também acusou Washington de pressionar governos soberanos para interromper a cooperação médica cubana no exterior. "O objetivo é agravar a situação interna e induzir uma crise humanitária", diz.
O ministro Parrilla também contestou a classificação de Cuba como ameaça à segurança nacional americana, afirmando que é absurdo retratar um país pequeno e em desenvolvimento como risco à maior potência militar e econômica do mundo.
(Com Agência Estado)
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