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Política Terça-feira, 31 de Maio de 2016, 15:31 - A | A

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Terça-feira, 31 de Maio de 2016, 15h:31 - A | A

REVOLTA NA EDUCAÇÃO

Diretores de escolas ocupadas acusam Seduc de fazer pressão para não entrarem em greve

PABLO RODRIGO

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) convocou todos os 14 diretores das escolas ocupadas para cumprirem expediente nas Assessorias Pedagógicas dos seus respectivos municípios. A medida tem gerado “revolta” por parte dos diretores, já que os profissionais da Educação estão em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (31).

 

Luiz Gonzaga/ TVCA

Ocupação Escola

 

Segundo a diretora Vânia Regina de Almeida, da Escola Estadual Fernando Leite de Campos, localizada na região central de Várzea Grande, a convocação partiu da própria Seduc, sob a alegação que são cargos comissionados e devem cumprir expediente normalmente.

 

“A escola está ocupada e nós professores decidimos em Assembleia Geral pela greve. Só que a Seduc disse que precisamos trabalhar mesmo assim. Por isso estou cumprindo o meu expediente normalmente aqui na assessoria pedagógica, com os outros diretores das escolas ocupadas”, disse a professora.

 

Outro diretor de uma escola ocupada também em Várzea Grande, que prefere não se identificar com medo de retaliação por parte da Seduc, questiona a medida.

 

“Antes de ser eleito diretor, eu sou um trabalhador da Educação. E os trabalhadores da Educação decidiram entrar em greve por conta do governo que não está cumprindo com a legislação vigente, que garante a nossa revisão salarial por conta das perdas inflacionárias. Estamos em nosso direito de fazer greve. E por que só os diretores das escolas ocupadas que estão sendo convocados pela Seduc?”, questionou.

 

Para o presidente Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Henrique Lopes, a medida é arbitrária e demonstra o descaso que o governo tem pelos professores.

 

“Fomos pego de surpresa com essa notícia. O diretor, antes de qualquer coisa, é um profissional da Educação. O cargo de diretor é apenas uma função desse profissional que é eleito democraticamente pela comunidade escolar. Ele não é indicado pela Seduc. A Secretaria está passando dos limites com essas medidas. Os diretores são profissionais, participaram das nossas assembleias e decidiram também pela greve. O governo não pode impedir os professores de fazer greve”, afirmou.

 

Hugo Dias/HiperNotícias

Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso / SEDUC

Em nota, Seduc negou qualquer pressão para que diretores cumpram expediente na assessoria pedagógica

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Seduc informou que não houve orientação para que os diretores prestassem expediente na assessoria pedagógica e negou qualquer pressão neste sentido.

 

A Seduc informou ainda que "caso algum pai de aluno – de escola ocupada - necessite de documentos do filho estão buscando apoio na assessoria pedagógica. Mas, desde que seja urgente, a Seduc liga para o diretor para que atenda o pai na assessoria pedagógica, não é para ele dar expediente lá".

 

ESCOLAS OCUPADAS

As ocupações nas Escolas Estaduais em Mato Grosso começaram após o governo Taques apresentar a proposta de fazer Parceria Público-Privada (PPP) na Educação. Diante disso, a Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME) iniciou o movimento "Primavera Estudantil" no dia 22 de maio.

 

Das 14 escolas ocupadas, sete estão em Várzea Grande, cinco são na capital e duas em Barra do Garças (distante 516 km de Cuiabá). Os estudantes são contra o projeto do governo de entregar à iniciativa privada a gestão de 76 escolas estaduais.

 

O estado disse que vai fazer audiências públicas com a população para debater o tema, mas já contratou a empresa que deverá elaborar o projeto. No domingo (29), o secretário de Educação, Marco Marrafon visitou três das escolas ocupadas de Várzea Grande. Ele disse aos estudantes ainda não há decisão sobre o futuro da PPP.

 

O projeto do Estado contempla 31 construções de novos prédios, reformas e/ou ampliação em 21 escolas e, em 24 que estão em fase de conclusão das obras, uma empresa deverá fazer a gestão, o que incluiria a manutenção da infraestrutura. A proposta prevê ainda reforma de 13 e construção de dois Cefapros (Centro de Formação de Professores).

 

Em Várzea Grande as escolas ocupadas são a Elmaz Gattas, Marlene de Barros, Ubaldo Monteiro, Jaime de Campos Junior, Fernando Leite, Milton Figueiredo e Elizabeth de Araújo.

 

Na capital, as ocupações são nas escolas Rafael Rueda, Estevão Alves, João Panarotto, Padre Ernesto Barreto e Juarez Junges. No município de Barra do Garças, foram ocupadas as escolas Cristino Cortes e Gaspar Dutra.

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