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Política Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015, 10:50 - A | A

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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015, 10h:50 - A | A

RETROSPECTIVA 2015

De governador a presidiário: queda meteórica da carreira política de Silval Barbosa marcou o ano

GABRIEL SOARES

 

Arthur Santos da Silva / Olhar Direto

Silval Barbosa - depoimento na Defaz - prisão

Governador chegou a ficar três dias foragido, até se apresentar no Fórum de Cuiabá

Se o ano de 2015 foi ruim para os brasileiros devido à crise econômica, foi péssimo para um homem em especial. De governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) agora assiste o sol nascer quadrado no Centro de Custódia da Capital, suspeito de comandar uma organização criminosa que cobrava propina para conceder e manter incentivos fiscais às empresas instaladas no estado. Uma queda meteórica do auge de sua carreira política, que já somava 22 anos.

 

Silval é acompanhado na cadeia por três de seus ex-secretários de Estado: Marcel de Cursi (Fazenda), Pedro Nadaf (Casa Civil) e Éder Moraes (Casa Civil e Secopa). O ex-governador também é investigado na Operação Ararath, da Polícia Federal, por integrar uma organização criminosa que teria causado cerca de meio bilhão de reais de prejuízo aos cofres públicos.

 

Entrou para a história o pior governador de Mato Grosso e fechou seu mandato entre os quatro piores do Brasil, segundo levantamento do Ibope. Mesmo assim, seus aliados defendem até hoje que Silval foi vítima das circunstâncias da Copa do Mundo, que exigiu muito de seu mandato.

 

E o ex-governador nem chegou a concluir as obras que prometeu para a Copa do Mundo. Das 52 obras, apenas oito foram concluídas em seu mandato. Até mesmo a Arena Pantanal ficou por terminar, mas sediou os jogos do Mundial assim mesmo. No saldo final, 14 obras foram encerradas sem recebimento definitivo, 22 seguem em andamento, sete tiveram o contrato rescindido e uma sequer foi executada.

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

Silval Barbosa/inauguração/ponte/trovão/medo/susto

Carreira de Silval se minimizou ao ser preso esse ano junto com dois ex-secretários

 

Quando o assunto é legado de Silval a resposta são as obras inacabadas. Embora tenha consumido mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projetado para ser a vitrine de um Mato Grosso desenvolvido, mas que serviu apenas como tema de piada durante a Copa do Mundo e ainda não tem previsão para ser concluído. Até hoje o trem só andou durante um desfile por Cuiabá, preso a um caminhão, enquanto Silval posava para as fotos.

 

DO GARIMPO AO GOVERNO

Nascido em Borrazópolis, no Paraná, Silval Barbosa chegou a Mato Grosso em 1977, durante a corrida do ouro no Nortão mato-grossense. Assistiu o processo de colonização de Guarantã do Norte, Itaúba, Novo Mundo, Marcelândia e Matupá. Nesta última, começou sua carreira política como prefeito, em 1993.

 

Desde então, foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos, entre 1999 e 2006, período em que chegou a revezar a presidência da Assembleia Legislativa com o ex-deputado José Geraldo Riva (também preso, mas isso é outra história), entre os anos de 2005 e 2006.

 

Em 2006 embarcou na chapa de Blairo Maggi (ainda no PR) à reeleição, como vice-governador. No final do mandato, Silval chegou a assumir como governador porque Maggi queria concorrer ao Senado Federal. Assim, o ex-garimpeiro se tornou governador de Mato Grosso em março de 2010, quando já começou a fazer viagens "oficiais" ao interior do estado, aproveitando para anunciar sua candidatura.

 

Pregando ser um político municipalista, Silval pegou a esteira do "Programa MT 100% Equipado", de Maggi, que doou maquinários para todos os municípios do estado. Assim, conseguiu se eleger governador em 2010, com 51,21% dos votos, vencendo o empresário Mauro Mendes (PSB) e o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB). Muito era esperado de Silval à época, especialmente com a Copa do Mundo no horizonte.

 

Quatro anos depois, a expectativa se transformou em frustração e Silval terminou seu governo recheado de escândalos de corrupção. Investigado pela Polícia Federal, Polícia Judiciária Civil, Ministério Público Estadual e Federal e Tribunal de Contas do Estado, o ex-governador teve seu nome envolvido em toda sorte de ilícitos, desde fraudes em licitação até a compra de uma vaga no TCE.

 

Para coroar o mandato recheado de escândalos, Silval Barbosa chegou a ser preso em maio de 2014, durante a deflagração da Operação Ararath, por porte ilegal de arma e teve que pagar fiança de R$ 100 mil para ser liberado. Dois de seus ex-secretários também foram presos durante seu mandato: Pedro Henry (Saúde), por envolvimento no mensalão, e Eder Moraes, também investigado na Ararath.

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