A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. O requerimento, que abrange o período de janeiro de 2022 a janeiro de 2026, foi requerido pela deputada federal por Mato Grosso, Coronel Fernanda (PL).
A parlamentar de MT, uma das principais articuladoras da ala de oposição no colegiado, usou suas redes sociais para comentar o caso, afirmando que mais importante que o requerimento da investigação é de prisão que também já foi protocolado.
“O mais importante é o pedido de prisão do Vorcaro e do filho do Lula porque eles estão envolvidos, porque não dá pra fechar os olhos”, afirmou a deputada.
Além das medidas contra Lulinha, a CPMI aprovou a convocação de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele deverá prestar depoimento na condição de testemunha, sob suspeita de envolvimento em esquemas de facilitação de benefícios fraudulentos.
Com a quebra de sigilo aprovada, o Banco Central e a Receita Federal deverão fornecer os dados à comissão. A defesa de Fabio Luis ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, mas parlamentares do PT classificam a medida como "perseguição política" sem fatos determinados que justifiquem a devassa nas contas do filho do presidente.
VIOLÊNCIA GENERALIZADA
A leitura do resultado dos requerimentos desencadeou uma briga generalizada entre parlamentares da base governista e da oposição. A sessão precisou ser suspensa por 15 minutos após um episódio de violência física.
Os deputados Rogério Correia (PT) e Luiz Lima (Novo) se envolveram em um empurra-empurra próximo à mesa da presidência. Luiz Lima afirmou ter sido agredido com um soco por Correia. O deputado petista admitiu a agressão no retorno da sessão, pedindo desculpas formais ao colega e ao colegiado.
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