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Política Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 10:23 - A | A

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"JEJUM" DO HEXA

Copa do Mundo: Da direita à esquerda, parlamentares de MT projetam placar de Brasil e Haiti

Estreia amarga com empate diante de Marrocos eleva cobrança sobre a seleção brasileira; em Cuiabá, o termômetro dos líderes partidários vai do pragmatismo religioso à ironia ideológica

BIANCA MORTELARO
Da redação

A Seleção Brasileira entra em campo novamente nesta sexta-feira (19) contra o Haiti, às 20h30 (horário local) no Philadelphia Stadium, pressionada a buscar sua primeira vitória após a estreia com empate contra o Marrocos. No cenário político de Mato Grosso, o clima para o confronto alterna entre o entusiasmo patriótico e a cautela técnica, com palpites que variam de um modesto 2 a 1 até goleadas de 4 a 0. Entre os parlamentares, o debate sobre o "Hexa" divide espaço com provocações políticas e a esperança de que talentos individuais como Neymar e Vinícius Jr. resolvam o jejum de 24 anos sem títulos mundiais.

Com um olhar que mistura o apoio à seleção com a polarização política, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) manifestou seu desejo de ver o principal astro do time decidindo o torneio, associando o sucesso em campo a uma resposta aos seus adversários ideológicos.

“O Brasil tem que ganhar o Hexa com o gol do Neymar, o gol do Neymar, o Neymar tem que fazer o gol do Hexa. Aí sim vai ser massa, eu quero ver os esquerdistas comemorando, aí vai ser legal”.

Abilio reforçou que a torcida pelo craque tem um sabor especial de provocação, afirmando que: “cada gol do Neymar é duas comemorações, você comemora o gol do Neymar e a raiva do Petista, que não pode reclamar porque ele fez o gol”.

Em uma linha mais institucional e focada no sentimento de nação, a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá Paula Calil (PL) demonstrou confiança na recuperação da equipe, apesar de reconhecer a necessidade de correções táticas. Apostando em uma vitória por 3 a 0, ela destacou o protagonismo de Vinícius Jr. e a longa espera pelo troféu.

“Como toda patriota, acredito sim que a seleção brasileira, claro que precisa de alguns ajustes, mas ela tem condições, sim, de chegar à final e trazer esse tão sonhado título que nós estamos aguardando há 24 anos”, afirmou Calil, em entrevista exclusiva ao HNT.

Segundo a parlamentar, o atacante do Real Madrid Vini Jr. é a grande esperança brasileira, sendo, em suas palavras, a “bola da vez da seleção brasileira”.

Por outro lado, o ceticismo técnico ganha voz no discurso do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que separa o desejo do torcedor da análise da realidade atual do time. Embora torça por uma goleada de 3 ou 4 a 0, o deputado demonstra incerteza sobre a capacidade coletiva do grupo.

“Como todo brasileiro apaixonado por futebol, é o que nós gostaríamos de tornar realidade. Mas os fatos têm falado contra essa possibilidade, infelizmente”.

Em entrevista ao HNT, Lúdio afirmou que se houver sucesso, ele virá do brilho individual, pontuando que “da seleção brasileira, o melhor talento que nós temos individual é o Vini Junior”.

Essa preocupação com o desempenho em campo é compartilhada pelo deputado estadual Júlio Campos (UB), que vê a necessidade de uma mudança de postura após as falhas apresentadas no jogo anterior. Mesmo considerando o Haiti um adversário frágil, ele mantém os pés no chão e aposta em um placar apertado de 2 a 1, revelando estar “rezando muito a Deus pra ver se é possível acontecer esse milagre”, já que não se sente “muito confiante na atual seleção, porque no primeiro jogo já começou falhando”.

Já seu irmão, o senador Jayme Campos (UB) une a fé ao otimismo, projetando uma vitória de 3 a 0 ou 3 a 1. Ele reforça o coro pela importância de quebrar o “jejum” de mais de duas décadas sem a taça.

“Estamos todos os dias pedindo a Deus que o Brasil com certeza ganhe essa Copa do Mundo, né? Até porque já estão há 24 anos sem levar nenhuma”, declarou Jayme, em entrevista ao HNT.

Para o senador, o Brasil possui peças suficientes para vencer, citando que “temos Vinicius, que também é um bom jogador, Neymar e assim por diante. Todos, para mim, são bons. Mas temos que ganhar o jogo”.

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