O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) elogiou o médico Alencar Farina (PL), cotado para compor a chapa do senador e candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL) como vice-governador. Ao avaliar o perfil do correligionário, o prefeito ressaltou a lealdade do médico às pautas da direita em Várzea Grande, embora tenha mantido uma postura cautelosa e evitado oficializar um apoio definitivo neste estágio das articulações.
“Sobre essa situação, eu lembro dele dessa situação. E naquela época, era um outro cenário, acho que em 2004, só que ele foi um dos caras que mais ajudou a gente na campanha do Bolsonaro, em 2018 e 2022 em Várzea Grande. Ele é muito Bolsonarista”, destacou o gestor, em entrevista nesta sexta-feira (7).
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Embora hoje integre o Partido Liberal com viés ideológico de extrema-direita, a trajetória eleitoral do médico inclui uma disputa pela vice-prefeitura de Cuiabá em 2004, ao lado de Alexandre César (PT), em uma coligação que reunia PT, PL e PCdoB. Posteriormente, ele voltou a concorrer em uma eleição majoritária, representando o PT na disputa pela Prefeitura de Várzea Grande.
Questionado sobre o passado petista do político, o prefeito buscou desvincular a imagem do médico no grupo rival ao afirmar que era “outra realidade”.
“Então, assim, o Farina, eu falo para você, eu acho que ele não tem essa linha da qual vocês estão falando, porque o passado dele em 2004 é outra realidade. Acredito que o Farina não deve ser prejudicado por qualquer questão política sobre isso (...) Eu acho que ele é um nome bacana, é um cara gente boa também”.
A indicação de Alencar Farina surge como uma solução interna do PL após o senador Wellington Fagundes romper com o empresário Marcelo Maluf (Novo), que havia sido anunciado anteriormente como o vice da chapa após convenções partidárias.
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A substituição foi motivada por uma crise interna desencadeada pela oficialização da aliança entre o PL e o MDB, o que provocou um racha no grupo de direita e a saída do partido Novo da coligação. Maluf reagiu com duras críticas à sua retirada da chapa, classificando a decisão de Fagundes como um desrespeito que "apodrece a boa política" e acusando o senador de não honrar compromissos firmados.
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