José da Cruz Evangelista, de 63 anos, aparece em um vídeo confessando à companheira, Daiany Rodrigues de Souza, que pretendia matá-la e, em seguida, tirar a própria vida. A gravação foi feita pouco antes do feminicídio ocorrido na madrugada de sábado (4), em Confresa (1.048 km de Cuiabá). No registro, o feminicida admite que chegou a ameaçá-la com uma faca e diz que não queria ser preso para enfrentar as consequências do crime.
Durante a discussão, Daiany questiona o companheiro sobre o motivo de ele ter apontado uma faca para ela em três ocasiões. Ela também admite que chegou a pegar uma faca para se defender, mas afirma que nunca ameaçou o suspeito.
Ao responder, José confirma que sua intenção era matar a companheira e depois tirar a própria vida. Segundo ele, dessa forma "ninguém iria sofrer", pois não queria ser preso nem enfrentar as consequências do crime. Em outro momento da conversa, chega a afirmar que o "destino mais justo" seria os dois irem para o inferno.
O CRIME
O feminicídio ocorreu após uma discussão do casal em um bar. Conforme a investigação, durante o desentendimento, José sacou uma faca e tentou atacar Daiany.
O proprietário do estabelecimento tentou impedir a agressão, colocando-se entre os dois e pedindo para que o suspeito desistisse. No entanto, ele acabou ferido de forma superficial no braço direito e deixou o local para preservar a própria segurança.
Na sequência, Daiany correu para um dos quartos construídos da propriedade, mas foi perseguida pelo companheiro. O suspeito invadiu o cômodo e desferiu vários golpes de faca, a maioria pelas costas. A vítima morreu ainda no local. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e apenas confirmou a morte da mulher. Após o crime, José fugiu.
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PRISÃO E CONFISSÃO
José se apresentou espontaneamente à Polícia Civil de Confresa. Durante o interrogatório, ele confessou o assassinato. Diante da gravidade do caso, o delegado responsável pelas investigações representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça de plantão.
José permanece preso na Delegacia de Polícia Civil de Confresa, onde segue à disposição da Justiça. O caso continua sendo investigado.
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