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Polícia Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 14:39 - A | A

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 14h:39 - A | A

TIRO A CURTA DISTÂNCIA

Policial que matou enteado com tiro na cabeça alega legítima defesa; DHPP contesta

Policial penal afirma ter reagido a ataque com faca, mas DHPP aponta elementos que ainda precisam ser esclarecidos

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O policial penal Emerson Jeremias, 50 anos, suspeito de matar o próprio enteado, Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, alegou às autoridades que agiu em legítima defesa depois de ser atacado pelo jovem. Contudo, a versão foi colocada em xeque pela  Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que não viu indícios de luta corporal. 

Segundo o boletim da Polícia Civil, o suspeito afirmou que entrou em luta corporal com o enteado depois que o jovem teria sacado uma faca ao vê-lo chegar a uma chácara no Coxipó do Ouro, em Cuiabá, nesta quarta-feira (9). Durante o confronto, o policial penal disse ter efetuado dois disparos de arma de fogo.

LEIA MAIS: Policial penal é atacado com faca e mata enteado com tiro na cabeça no Coxipó do Ouro

Entretanto, o delegado responsável pela investigação afirmou que a cena encontrada pelos investigadores não indicava claramente uma luta corporal. Além disso, a perícia identificou sinais de que o tiro fatal pode ter sido efetuado a curta distância.

Conforme o delegado, foram observados indícios de zona de chamuscamento e zona de tatuagem, características normalmente associadas a disparos realizados muito próximos da vítima.

Atlas foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido pelo Samu ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

A DHPP investiga agora se houve legítima defesa, como sustenta o policial penal, ou se ocorreu excesso na reação.

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