Quinta-Feira, 06 de Agosto de 2020, 11h:20

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Policiais civis que estiveram no Alphaville após morte de Isabele são afastados

Por: LUIS VINICIUS

A Polícia Civil afastou dos trabalhos investigativos os dois policiais civis que estiveram na casa da família Cestari após a morte de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos. Em nota, a corporação também afirmou que a postura dos policiais será investigada pela Corregedoria. O crime ocorreu no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

Gilberto Leite/Estadão MT

Polícia Civil no Alphaville

 

O afastamento ocorreu após o médico cirurgião W.M.N., amigo da família da vítima, que esteve na casa após a morte da jovem, relatar que os policiais pareciam ser "seguranças" do empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, pai da adolescente de 14 anos que teria feito o disparo, supostamente acidental.

Os policiais citados pelo profissional de saúde, segundo informações obtidas pelo HiperNotícias, são lotados na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

A diretoria da Polícia Civil informou que ambos trabalham apenas nas funções administrativas das unidades policiais.

“A Polícia Civil esclarece que os policiais civis foram removidos das unidades em que estavam lotados por conveniência da Administração Pública. Qualquer fato relacionado à presença dos policiais na residência em que ocorreu a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, no condomínio Alphaville, está sendo verificado pela Corregedoria da instituição”, diz trecho da nota encaminhada à reportagem.

Depoimento de médico

O depoimento do neurocirurgião foi realizado na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), no dia 31 de julho. A oitiva foi presidida pelo delegado Wagner Bassi.

O médico contou que, após a saída da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o isolamento do local, dois homens chegaram à paisana em um Citroen C4 e entraram na mansão Cestari. Ele destacou que os dois mantiveram uma postura intimidadora, sendo que um deles teria ficado na frente da casa com os braços cruzados, olhando de forma arrogante e fumando cigarro eletrônico.

O outro policial teria sido mais discreto e chegou sem chamar tanta atenção. Ambos estiveram na cena do ocorrido bem antes da chegada da Politec e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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