Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema que utilizava brechas legais e documentos falsos para tentar encobrir o tráfico de drogas em Mato Grosso. O grupo criminoso passou a ser alvo da Operação Supremo Engano, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16), em Cuiabá e Várzea Grande.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Justiça após apuração que identificou a atuação de uma organização voltada ao tráfico e à distribuição de entorpecentes.
De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), o principal investigado utilizava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata do porte de maconha para uso pessoal, como argumento para tentar justificar suas atividades ilegais.
Além disso, ele teria simulado uma doença e buscado documentos falsos para conseguir uma autorização judicial que permitisse o cultivo e o transporte de drogas sem restrições.
As investigações apontam que o grupo atuava com o cultivo e a comercialização de cannabis com alta concentração de THC, indo muito além do uso pessoal alegado.
Uma das estratégias identificadas pela polícia era a substituição do conteúdo de produtos legalizados por droga cultivada ilegalmente, mantendo as embalagens originais para enganar fiscalizações.
Também foram identificados outros envolvidos no esquema, responsáveis pela venda direta e pela movimentação financeira, o que reforça a estrutura organizada do grupo.
Um dos principais investigados já havia sido preso anteriormente, quando foram apreendidos entorpecentes, materiais de cultivo e estufas usadas na produção de drogas dentro de sua casa.
Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, novos materiais e documentos foram apreendidos e devem contribuir para o avanço das investigações.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, ligada ao programa Tolerância Zero.
A ação também faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça, por meio da Renorcrim, que reúne unidades especializadas no combate ao crime organizado em todo o país.
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