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Polícia Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026, 14:14 - A | A

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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026, 14h:14 - A | A

OPERAÇÃO ARCANA

Polícia apreende R$ 240 mil e investiga facção por lavagem de dinheiro em MT

Operação mira suspeito de integrar facção e aponta uso de dinheiro vivo, contas de terceiros e veículos de até R$ 475 mil para ocultar patrimônio.

DA REDAÇÃO

PJC-MT

Operação Arcana

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Arcana, para investigar integrantes de uma facção criminosa suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em Rondonópolis (216 km de Cuiabá).

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em imóveis de Cuiabá e Rondonópolis. As ordens foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, a partir de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

O principal alvo da investigação é apontado como integrante de uma facção criminosa e suspeito de tentar ampliar sua influência e exercer controle territorial na região do bairro Vila Canaã, em Rondonópolis. A ação conta com apoio da Delegacia Regional de Rondonópolis.

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R$ 240 MIL APREENDIDOS

Segundo a Polícia Civil, as investigações já resultaram na apreensão de R$ 240 mil em dinheiro. Desse total, R$ 150 mil foram encontrados quando o principal investigado realizava um saque em uma agência bancária. O restante foi localizado na residência dele.

A apuração começou após informações sobre a possível participação dos investigados em crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Durante as diligências, os policiais identificaram uma suposta incompatibilidade entre a renda lícita conhecida do principal investigado e o padrão de vida mantido por ele e familiares.

Conforme a investigação, o suspeito não possui emprego formal nem empresa registrada, mas teria vivido em condomínios de alto padrão e utilizado veículos de elevado valor que estavam oficialmente registrados em nome de outras pessoas.

Entre os veículos identificados estão uma Toyota Hilux avaliada em aproximadamente R$ 270 mil e uma Toyota SW4 Diamond, estimada em R$ 475 mil. Ambas estariam registradas em nome de terceiros.

A Polícia Civil também identificou, segundo as investigações, o uso frequente de dinheiro em espécie para pagar despesas e adquirir bens. Em algumas situações, os valores seriam entregues a terceiros, que posteriormente realizavam transferências por meio do Pix.

Os investigadores também encontraram informações sobre pagamentos de móveis planejados em dinheiro vivo. Ainda conforme a apuração, teria sido solicitado aos responsáveis pela fabricação de um móvel instalado na residência do investigado que construíssem um compartimento oculto, que poderia ser utilizado para esconder valores.

BENS REGISTRADOS EM NOME DE OUTRAS PESSOAS

Outro ponto investigado é a utilização de terceiros para ocultar a propriedade de bens. Um imóvel em Rondonópolis, por exemplo, estaria formalmente registrado em nome de uma familiar do principal alvo, mas, segundo os investigadores, ele aparentava exercer domínio sobre o local.

O suspeito teria acesso inclusive às câmeras de segurança e a outros sistemas da residência. A companheira dele também foi alvo da operação. Conforme a Polícia Civil, ela teria auxiliado na movimentação dos recursos por meio de contas bancárias.

Os investigadores identificaram ainda despesas, compras, viagens e hospedagens consideradas incompatíveis com a renda lícita conhecida dos envolvidos.

Os mandados desta quinta-feira têm como objetivo localizar e apreender celulares, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, dinheiro em espécie, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do suposto esquema.

A análise do material apreendido deverá contribuir para identificar a origem e o destino dos valores, além de apontar possíveis novos integrantes ou colaboradores.

A Polícia Civil também busca esclarecer como os recursos eram movimentados e quais pessoas teriam participado da ocultação da propriedade de bens e valores.

 

 

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