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Polícia Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2022, 15:18 - A | A

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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2022, 15h:18 - A | A

IGREJA VAI INVESTIGAR

Padre acusado de estuprar criança e adolescentes diz que atos foram consentidos

Outra vítima também gravou com um aparelho celular Nelson levando-a até um quarto paroquial onde ele morava antes de se mudar para chácara onde foi preso

AMANDA DIVINA
Da redação

O padre Nelson Koch afirmou à Polícia Civil que as relações sexuais com três vítimas, que têm idades entre 13 e 17 anos, foram consentidas e que eles costumavam "pedir" para que fizessem sexo. A informação foi dada pelo delegado Sérgio Ribeiro nesta quinta-feira (17).

Paroquia sao cristovão

nelson koch

 

Na coletiva, o delegado contou ainda que durante o trajeto de Nelson até a delegacia, o padre lamentou o ocorrido e afirmou que queria preservar a igreja.

"Durante o trajeto de onde esse cidadão foi preso até a delegacia, o padre lamentou e disse que tudo que ele fez foi consentido, todos os relacionamentos que ele teve com esses adolescente e que eles até pediam", afirmou.

A autoridade policial afirmou ainda que uma das vítimas foi abusada sexualmente dos sete até os 15 anos. Outra vítima também gravou com um aparelho celular Nelson levando-a até um quarto paroquial onde ele morava antes de se mudar para chácara onde foi preso.

"Inclusive um desses abusos, segundo o relato da vítima, persistiam por mais de sete anos. Nós entrevistamos as pessoas que frequentaram a igreja e dois desses adolescentes narraram abusos que começaram com passar as mãos nas nádegas e nos órgãos genitais", afirmou o delegado.

ACUSAÇÕES

De acordo com o delegado Pablo Bonifácio Carneiro, a mãe de uma vítima procurou o plantão da Polícia Civil e declarou que seu filho, de 15 anos, trabalha desde o ano passado na igreja liderada pelo religioso e teria sofrido abusos sexuais praticados em diferentes períodos.  

Posteriormente, mãe e filho foram ouvidos na delegacia especializada. Em depoimento especial, conforme prevê a legislação, o adolescente confirmou os abusos sexuais e descreveu que o investigado cometeu os supostos atos criminosos quando o menor de idade tinha sete, 13 e 15 anos.

Outro adolescente, de 17 anos, também ouvido pela Polícia Civil, confirmou que o religioso teria, nos últimos três anos, sem a sua anuência, praticado ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia, caracterizando o crime previsto no artigo 215-A do Código Penal.

O delegado destaca que em uma das oitivas, uma das vítimas informou que o religioso, mesmo de forma velada, ameaçou-o dizendo que é uma pessoa de influência.

“Desta forma, acreditamos que a segregação da liberdade do suspeito irá encorajar outras eventuais vítimas que ainda não tiveram coragem de denunciar”, ponta Pablo Carneiro.

A Polícia Civil também representou pelo afastamento do sigilo de dados e pela autorização de acesso e extração de dados contidos em dispositivos eletrônicos apreendidos na casa do suspeito, que serão analisados pela equipe da delegacia especializada.

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