Um esquema criminoso suspeito de adulterar cargas de fertilizantes destinadas ao agronegócio mato-grossense virou alvo da Polícia Civil durante a Operação Rota Estéril, deflagrada nesta quarta-feira (13).
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (216 km de Cuiabá) e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão no Estado do Paraná. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
As investigações tiveram início após suspeitas de fraude envolvendo cargas de sulfato de amônio transportadas para propriedades rurais em Mato Grosso. Após a entrega do produto, análises técnicas identificaram indícios de adulteração no material.
Segundo a Polícia Civil, a fraude acontecia durante o trajeto entre o fornecedor e o destinatário final. No decorrer das diligências, os investigadores localizaram em Rondonópolis o caminhão utilizado no transporte da carga suspeita.
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O motorista foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada no exercício de atividade comercial. Conforme apurado, ele teria recebido vantagem financeira para permitir que a adulteração fosse realizada em um barracão na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
As investigações também apontaram indícios de uma estrutura criminosa mais ampla, com possível utilização de empresas de fachada, endereços fictícios, informações cadastrais inconsistentes e mecanismos voltados à ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Até o momento, a Polícia Civil investiga a possível prática dos crimes de associação criminosa, fraude de cargas, receptação, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A Derf de Rondonópolis continua as investigações para identificar outros envolvidos, dimensionar o alcance do esquema e apurar se o grupo atuava em outros estados brasileiros.
O nome “Rota Estéril” faz referência aos impactos que a adulteração de fertilizantes pode causar ao agronegócio. Segundo a Polícia Civil, a prática pode comprometer a qualidade do adubo, afetar a fertilidade do solo e provocar prejuízos aos produtores rurais e à cadeia produtiva de Mato Grosso.
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