A força-tarefa federal que atua na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso (Pontes e Lacerda, Conquista d'Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade), destruiu 23 bunkers usados por garimpeiros ilegais para esconder equipamentos e manter a atividade de extração de ouro após operações de desintrusão. Em um mês de ação, as equipes já causaram prejuízo estimado em R$ 63 milhões aos criminosos, segundo dados do governo federal.
A operação reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Ibama e Funai, sob coordenação da Casa Civil. Além da destruição dos esconderijos, as equipes apontam que a ofensiva também provocou o abandono de áreas de garimpo por parte dos invasores.
Os bunkers encontrados variavam de pequenos compartimentos de dois metros até estruturas maiores, com cerca de cinco metros de comprimento. Dentro deles, os agentes localizaram alimentos, freezers, motosserras e equipamentos utilizados no garimpo ilegal.
“Os bunkers não possuíam sistema de ventilação e não foi identificado qualquer tipo de sinal de comunicação, incluindo internet”, relatou um técnico da operação que participou da análise do material apreendido. A identidade dele foi preservada por segurança.
De acordo com as equipes da força-tarefa, os esconderijos indicam planejamento prévio para permanência prolongada dentro da terra indígena. A presença de mantimentos e equipamentos reforça, segundo os agentes, que os espaços funcionavam como bases estratégicas para retomada das atividades ilegais após fiscalizações.
Durante incursão no Garimpo do Cururu, considerado o principal ponto de exploração ilegal na Terra Sararé, os agentes apreenderam um gerador de grande porte avaliado em cerca de R$ 100 mil. O equipamento, com potência entre 100 e 225 kVA, teria capacidade para abastecer aproximadamente 100 barracos utilizados pelos garimpeiros.
Em um mês de operação, as equipes retiraram de circulação mais de 90 mil litros de diesel, além de destruir ou apreender 190 geradores, 441 motores de garimpo e 971 quilos de explosivos e emulsões.
A desintrusão na Terra Indígena Sararé segue sem prazo para encerramento. O território pertence ao povo Nambikwara, formado atualmente por 201 indígenas.
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