Sexta-Feira, 31 de Julho de 2020, 16h:50

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Em primeira ligação ao Samu, empresário disse que adolescente bateu a cabeça; ouça

Por: LUIS VINICIUS

A primeira versão do empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, para a morte da Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, seria de que a jovem teria batido a cabeça e não sido baleada. Além disso, no áudio, que o HiperNotícias obteve com exclusividade, o homem ainda afirma que a vítima perdeu muito sangue e que estava desacordada. O homem é pai da adolescente também de 14 anos que teria feito o disparo, supostamente acidental. 

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A informação consta na primeira ligação de Marcelo ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A chamada, de acordo com o próprio órgão, foi registrada às 22h03 minutos, instantes após o fato.

“Oi, rápido a menina caiu no banheiro aqui no Alphaville. Está saindo muito sangue, (ela) está perdendo muito sangue”. Ao ser perguntado o que teria acontecido, Marcelo responde: “ela caiu e bateu a cabeça, tem uns dois litros de sangue no chão. Rápido, rápido aqui no Alphaville I. Ela está perdendo muito sangue”.

Na sequência, Marcelo chega a falar com Isabele e afirma à atendente do Samu que a adolescente está desacordada.

“Bel, eu acho que ela (inaudível) sem respiração, moça. Rápido, moça. Por favor. Ela está perdendo muito sangue, muito sangue. Ela está desacordada. Não estou sentindo a respiração dela”, disse o homem.

Ouça

De acordo com depoimento de Marcelo, no dia 14 de julho, dois dias após o fato, o empresário alegou que a primeira constatação da morte da menina foi feita por um médico, que não teve o nome revelado, que é seu vizinho no condomínio de luxo Alphaville 1, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

Isabele morreu no dia 12 de julho, após ter sido atingida com um tiro na cabeça disparado pela filha de 14 anos de Marcelo. Em um vídeo obtido também com exclusividade, a menor fez uma simulação do fato, na qual voltou a afirmar que o tiro foi acidental.

LEIA MAIS: Em depoimento, adolescente conta como matou a amiga no Alphaville

“Quando eu fui bater na porta do banheiro, o case caiu da minha mão. Eu fui pegar ele (o case) com uma mão e a arma com a outra. Aí eu subi eles e quando estava colocando a arma, ela disparou (sic)”, relata a adolescente, ao descrever o exato momento em que a arma disparou.

No depoimento, a menor informou que após o jantar daquele dia 12 de julho, Isabele subiu ao seu quarto. Diante disso, a jovem disse que foi ao cômodo saber o que que a amiga estava fazendo.

“Meu pai pediu para alguém subir com o case; eu subi com ele (o case). Eu vi a Bel (Isabele) subindo para o meu quarto. Aí eu subi atrás porque eu fui chamar ela (SIC)”.

Ao ser questionada pelo delegado sobre o que queria com a vítima, a adolescente disse que “primeiro, eu queria saber o que ela estava fazendo, e, depois, eu queria chamar ela para ela levar torta para a mãe dela, porque ela tinha brigado com a mãe dela. Daí, eu ia falar para ela levar torta porque a gente fez torta de limão para ela (SIC)”.

Minutos antes do disparo, a menor conta que tinha ido procurar pela amiga em alguns cômodos da casa. “Eu entrei no quarto, onde fica as camas. Chamei ela (a Isabele) e ela não respondeu. Eu chamei ela no closet, onde fica os armários, e ela também não respondeu. Quando eu fui bater na porta do banheiro, o case caiu da minha mão. Eu fui pegar ele (o case) com uma mão e a arma com a outra. Aí eu subi eles e quando estava colocando a arma, ela disparou (SIC)”.

Veja o vídeo do depoimento da adolescente

 

 

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