Durante as investigações que resultaram na prisão de suspeitos envolvidos na morte de Jefferson Barbosa, em Várzea Grande, a Polícia Civil voltou a se deparar com uma prática comum de facções criminosas: o uso de ações assistenciais para conquistar apoio da população em áreas dominadas.
Em entrevista, a delegada Jéssica Assis fez um alerta sobre esse tipo de estratégia adotada por organizações criminosas. Segundo ela, durante o cumprimento de mandados, foram encontradas cestas básicas na casa de um dos investigados.
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De acordo com a delegada, o suspeito afirmou estar desempregado, mas alegou que possuía os mantimentos por ser uma pessoa “altruísta”. No entanto, a polícia aponta que esse tipo de conduta é recorrente entre integrantes de facções, que utilizam doações como forma de se aproximar da comunidade.
“A distribuição de cestas básicas e outras ajudas não é um ato de solidariedade, mas uma estratégia para conquistar simpatia, apoio e até proteção por parte da população”, destacou.
Ainda conforme a delegada, esse tipo de prática contribui para o fortalecimento das organizações criminosas, que passam a ter influência dentro dos bairros, facilitando ações como monitoramento da movimentação policial, obtenção de informações privilegiadas e apoio logístico em fugas.
A polícia também observa um crescimento na valorização desses grupos em comunidades mais vulneráveis, o que preocupa as autoridades. “Existe uma cultura perigosa de enaltecimento dessas facções. Mas é importante entender que esses grupos não promovem justiça, e sim agem por interesse próprio, ligados a dinheiro, poder e domínio territorial”, afirmou.
Segundo a investigação, a atuação dessas organizações está diretamente relacionada a crimes graves, como homicídios, extorsões e tráfico de drogas. A delegada reforça que a população tem papel importante no combate a esse tipo de influência.
“É fundamental que a sociedade não normalize esse tipo de comportamento. Essas organizações são violentas e prejudicam o funcionamento do Estado e a segurança das pessoas”, completou.
O caso segue sendo investigado para determinar o envolvimento de mais pessoas, além da possível utilização desses tipos de práticas assistencialistas que tem por objetivo, o fortalecimento do crime organizado.
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