Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2020, 12h:30

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Defesa de advogado alega falta de provas e extorsão de R$ 500 mil

Por: AMANDA DIVINA E LUIS VINICIUS

Reprodução

CLEVERSON CAMPOS CONTÓ

 

A defesa do advogado Cleverson Campos Contó, representada por Eduardo Mahon, alegou, na manhã desta quarta-feira (9), que faltam provas concretas contra o seu cliente. Durante entrevista coletiva, o causídico ainda afirmou que o investigado estava sendo alvo de extorsão por parte das vítimas.

Aos jornalistas, Mahon informou que não existem exames ou prontuários médicos apontando as agressões que foram relatadas pela médica Laryssa Moraes e a influencer digital Mariana Vidotto.

"Não vi prontuários médicos, nenhum olho roxo, não vi compras de medicamentos e nenhuma prova rigorosa de que isso tenha acontecido", ressaltou.

O jurista conta ainda que o vídeo qual o advogado Cleverson aparece agredindo a médica Laryssa Moraes, no elevador do prédio onde moravam, pode ter sido editado. Segundo Mahon, é necessário que a gravação seja vista na íntegra. 

Ao ser questionado, Mahon afirmou que considera a ação como um "toque". O advogado explicou ainda que as intenções das mulheres que relataram as agressões é driblar decisões judiciais que as proíbem de fazerem qualquer menção ao nome de Cleverson.

A defesa informou ainda que a empresária Mariana Vidotto teria tentado extorquir Contó pedindo R$ 500 mil para parar de difamá-lo nas redes sociais. A acusação consta em uma representação criminal protocolada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

A representação criminal diz que Mariana tinha um acordo firmado judicialmente para não tocar em seu nome.

“No ano de 2020, o representante entabulou acordo extrajudicial com a 2ª representada [Mariana] no valor de aproximadamente R$ 60 mil entre dinheiro e passagem para o exterior, condições impostas pela sra. Mariana de Melloo Vidotto para deixar de detratar o representante nas redes sociais de um relacionamento”. 

Conforme Mahon, ao perceberem os saques na conta corrente e compras no cartão de crédito, ambos os procedimentos não autorizados por seu cliente, Contó preferiu encerrar o relacionamento. 

“Após o retorno da 2ª representada dos Estados Unidos, uma nova carga de difamação foi promovida em desfavor do representante [Cleverson], ocasião em que os advogados Marina Faiad e Leonardo Bernazuolli entraram em contato telefônico afirmando que o acordo assinado não era mais válido, uma vez que a 2ª representada tinha em mãos cópias de contratos e honorários e pretendia receber R$ 500 mil”, diz trecho do documento.

A defesa de Contó pontuou também que durante os três em meses que namorou com Mariana, ela exigia presentes caros. Mahon ressaltou  que o celular de seu cliente deverá passar por uma perícia, para que os prints das conversas, além das denúncias e extorsões feitas pelas mulheres com Cleverson, sejam comprovadas.

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