Um homem e uma mulher, ambos de 27 anos, foram resgatados pela Polícia Militar na noite desta quarta-feira (27), em Sinop (500 km de Cuiabá). Segundo boletim de ocorrência, ambos foram mantidos em cárcere privado e submetidos a sessões de agressões e ameaças durante um suposto “tribunal do crime”.
Equipes policiais receberam denúncias de que um sequestro estaria em andamento em uma residência da cidade e que as vítimas estavam sendo torturadas por integrantes de uma facção criminosa.
Ao chegarem ao endereço informado, os policiais encontraram dois carros e uma motocicleta estacionados em frente ao imóvel. A moto chamou atenção por estar parada de forma irregular. Durante a aproximação, os militares perceberam que o portão da casa estava entreaberto e ouviram gritos e choros vindos do interior da residência.
Diante da situação, os policiais entraram no imóvel e encontraram um homem sentado com as mãos amarradas entre as pernas. Próximo ao fundo da casa, atrás de um balcão na área de festas, uma mulher chorava desesperada.
Ainda segundo a polícia, havia cerca de cinco homens no local. Alguns estavam armados com faca e canivete, enquanto outro fazia uma chamada de vídeo pelo celular. Quando perceberam a chegada da equipe policial, os suspeitos receberam ordem para se deitar no chão. Um deles chegou a jogar o aparelho celular no chão antes da abordagem.
Após serem libertadas, as vítimas contaram que haviam ido visitar uma amiga na companhia do namorado. Porém, o marido da mulher passou a desconfiar que o rapaz fazia parte de uma facção rival e iniciou as agressões.
Segundo o relato, o suspeito utilizou uma faca tipo cutelo para ameaçar o casal. Pouco tempo depois, outros homens chegaram ao imóvel, amarraram as vítimas e iniciaram uma videochamada com uma pessoa que, conforme o depoimento, ordenou que os dois fossem executados.
Os suspeitos detidos afirmaram apenas que foram chamados para ir até a residência e não deram mais detalhes sobre o caso. Todos os envolvidos foram presos e encaminhados para a delegacia de Sinop, onde o caso passou a ser investigado.
A polícia apura os crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e possível ligação com organização criminosa.
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