O assessor jurídico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rodrigo Moreira de Figueiredo, que foi preso na última terça-feira (5) durante a terceira fase da “Operação Doce Amargo”, foi apontado pelas investigações da Polícia Civil como um membro da organização criminosa que fornecia e oferecia entorpecentes aos clientes. A ação tem como alvo grupo de tráfico de drogas sintéticas que tem clientes nas classes média e alta em Mato Grosso, com mais de 150 ordens judiciais expedidas.
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Em uma conversa interceptada pela polícia com Fabiano Saffe, que também foi preso durante a ação policial, o jurista questiona o criminoso sobre os valores das drogas e sua qualidade. Nos diálogos, Rodrigo pergunta para Fabiano qual o valor para comercializar a droga e, ao notar que o produto é mais caro do que habituado, ele questiona sobre a qualidade.
“O preço é R$ 35, mas é coisa de qualidade. Mas se quiser algo inferior eu tenho, sai por volta de R$ 18 e R$ 19. Pode enviar para seu amigo”, diz Fabiano.
Em outro trecho, o assessor chega a enviar fotos do produtor para um cliente e diz que tem o produtor “na hora que ele quiser”.
Para a polícia, o investigado participava do rateio das vendas das drogas sempre ganhando uma comissão por indicar clientes em potencial, sendo uma peça crucial na revenda dos produtos ilegais e se tornando um membro da organização criminosa.
OPERAÇÃO DOCE AMARGO
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou Operação Doce Amargo 3 para cumprimento de 43 mandados de prisão preventiva, 54 mandados de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas contra alvos, especialmente traficantes de drogas sintéticas que atuam em Cuiabá.
Os mandados foram cumpridos em diversos bairros de Cuiabá e nas cidades de Cáceres, Campo Novo do Parecis, Santo Antônio de Leverger, Castanheira e Foz do Iguaçu (PR).
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