Em declarações a jornalistas, Trump afirmou que a Espanha "tem se comportado muito mal" nas discussões com Washington e acusou Madri de não colaborar com os EUA. Segundo ele, a Casa Branca pode até "interromper todo nosso comércio" com os espanhóis. Apesar do tom crítico, o republicano fez uma distinção entre a população e o governo espanhol. "As pessoas da Espanha são fantásticas. A liderança é ruim", disse.
A crise diplomática ganhou força após o governo espanhol se recusar a permitir que forças americanas utilizem bases militares do país para operações relacionadas aos ataques contra o Irã. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou no início do mês que instalações como a base de Rota são de soberania espanhola e não podem ser usadas para ações que não estejam alinhadas aos acordos bilaterais com os Estados Unidos ou aos princípios da Carta das Nações Unidas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também criticou a ofensiva militar conduzida por EUA e Israel contra o Irã, classificando-a como uma violação do direito internacional e defendendo uma solução diplomática para o conflito. Em meio às ameaças comerciais de Trump, o governo espanhol respondeu que Washington deve respeitar tanto o direito internacional quanto os acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE).
A disputa também já provocou reações em Bruxelas. A Comissão Europeia, braço executivo do bloco, manifestou solidariedade à Espanha e afirmou estar pronta para agir para proteger os interesses da UE caso Washington adote medidas comerciais contra Madri.
(Com Agência Estado)
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