"Precisamos de uma garantia de que nunca haverá uma arma nuclear", declarou Trump, ao defender que o Irã aceite um entendimento com os EUA.
O presidente norte-americano também afirmou que há dificuldades para identificar interlocutores nas negociações, alegando que os principais líderes iranianos já foram "eliminados", sem citar nomes específicos. "Nem sabemos com quem negociar, porque todos os líderes do Irã já se foram", disse.
A declaração de Trump, contudo, contrasta com o que mostram os bastidores da diplomacia. Em setembro, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram em Nova York, à margem da Assembleia-Geral da ONU, com a delegação iraniana chefiada pelo chanceler Abbas Araghchi, em conversas intermediadas por países que levavam mensagens de um lado a outro. Catar e Paquistão, que atuaram como mediadores em conversas técnicas indiretas em Doha, são apontados como os principais canais de comunicação.
Segundo o The Wall Street Journal, o vice-presidente JD Vance enviou na quarta-feira uma carta a Mohsen Rezaei, aliado do líder supremo do Irã, para tentar reabrir as negociações, com o conhecimento de Trump, segundo uma autoridade americana disse ao veículo. O próprio Trump nega ter orientado a iniciativa. Araghchi, por sua vez, sinalizou abertura para a continuidade das conversas.
Na entrevista, Trump ainda reiterou que o regime iraniano "precisa fazer um acordo", em meio à continuidade do conflito.
(Com Agência Estado)
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