O mandatário americano afirmou que acordos e parcerias no setor de energia entre EUA e Iraque devem ser anunciados entre essa semana e a próxima. "O Iraque tem tremendas reservas de petróleo e tremendo potencial", acrescentou. "Vamos tirar muito petróleo do Iraque, fazer muitos acordos e criar muitos empregos em conjunto".
Trump disse que "sempre criticou" presidentes americanos anteriores por atacarem o Iraque e "provocarem muitas mortes", ao invés de buscarem parcerias. "Claramente invadiram o país errado do Oriente Médio", afirmou o republicano, que atualmente lidera um confronto contra o Irã na região.
Al-Zaidi confirmou que sua primeira visita de Estado aos EUA teve como objetivo a ampliação da parceria econômica. "É uma das civilizações mais antigas do mundo trabalhando com a mais tecnológica. Empresas americanas estarão dentro do Iraque", disse. "Precisamos de um parceiro estratégico como os EUA para melhorar a economia".
Os líderes também sinalizaram uma possível cooperação militar, mas sem dar detalhes. Al-Zaidi reiterou em seus comentários que o Iraque "toma as próprias decisões". "Temos a capacidade de defender nossas fronteiras e controlar nosso Estado", disse.
Trump elogiou o premiê iraquiano e lembrou seu endosso a candidatura dele ao cargo. "Não poderia ter vencido outra pessoa, que teria feito mal ao Iraque e aos EUA. Al-Zaidi não foi favorecido, mas acabou vencendo e ficará lá por muito tempo. É um grande fã da América e que mudará a forma como pensam sobre os EUA no Oriente Médio", afirmou o republicano, acrescentando que a parceria entre ambos os países será "longa".
Questionado sobre a saída do Iraque da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Trump se limitou a dizer que a decisão cabia ao país e que apoiava o premiê. Al-Zaidi reiterou que o sistema atual do cartel não dava ao Iraque sua parcela "justa", defendendo sua reforma.
Ormuz
Durante os comentários à imprensa, Trump também falou sobre o recuo na decisão de aplicar pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e comemorou os números de inflação nos EUA.
(Com Agência Estado)
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