"Acaba-se o comissário para a paz porque não haverá mais processos de falsa paz no meu governo", declarou o presidente eleito nas redes sociais.
Entre outras medidas, Espriella anunciou que extinguirá a assessoria presidencial para a paz, após a política de diálogos diretos do governo ter fracassado em obter o desarmamento de poderosos grupos armados.
Ele acrescentou que "o objetivo será a segurança do povo e o desmonte total do perverso sistema de impunidade que reina neste momento e que será encerrado assim que eu assumir o cargo", em 7 de agosto.
Há duas semanas, De la Espriella deu prazo de um mês para que os grupos armados ilegais se entreguem à Justiça e afirmou que não fará "concessões inaceitáveis", em referência às políticas do governo que deixa o poder para o desarmamento de guerrilhas e grupos narcotraficantes.
A extinção da assessoria para a paz fará parte da eliminação de mais de 200 cargos na Presidência, medida que será adotada quando ele assumir o mandato de quatro anos.
De la Espriella promoverá uma reestruturação na sede da Presidência que, segundo ele, permitirá uma economia de 10 bilhões de pesos (US$ 3,1 milhões). Algumas das funções serão transferidas para ministérios como os do Interior e da Defesa, segundo o político.
Desde a campanha, De la Espriella anunciou que pretende extinguir a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), que classifica como um "tribunal de vingança" que profere sentenças com "assimetria".
A JEP, criada pelo acordo de paz de 2016 que levou ao desarmamento da guerrilha das FARC, julga as violações mais graves de direitos humanos cometidas durante o conflito de meio século por atores armados.
(Com Agência Estado)
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