A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se manisfestou sobre os ataques racistas sofridos pela professora, Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/MEC). Na nota de solidariedade publicada nas redes sociais, a Universidade repudiou os ataques e destacou que o racismo é uma violação dos direitos humanos.
"A UFMT repudia, de forma veemente, todas as manifestações de racismo, discriminação e violência dirigidas a pessoas em razão de sua identidade racial", afirmou em nota.
Conforme o próprio relato da professora em seu perfil no Instagram, os ataques iniciaram logo após a publicação de uma entrevista dada ao programa Sala de Imprensa da emissora SBT News. O tema central tratava sobre o Combate à Discriminação Racial. As jornalistas Basília Rodrigues e Ester Cauany, responsáveis por conduzir a entrevista também foram alvos dos ataques racistas.
Entre os comentários recebidos e lidos pela professora em seu perfil estão "parei quando vi os cabelos", "fezes purríssima", "a skin é sempre a mesma" e "essa skin é obrigatória?". Do inglês, "skin" traduz-se como pele, mas pode ser interpretado como uma referência a roupa, estilo ou visual de alguém.
A professora não divulgou os nomes das pessoas responsáveis pelos comentários mas afirmou que todos irão responder judicialmente. "Isso não é liberdade de expressão! Racismo não é liberdade de expressão! Portanto, cada um vai responder onde precisa responder judicialmente", destacou.
O caso mobilicou outras entidades e instituições, que também repudiaram os ataques sofridos pelas jornalistas e pela professora.
"É inaceitável que brasileiras e brasileiros ainda sejam alvo de ataques racistas por causa da cor de sua pele, de seus cabelos e de sua identidade. O que aconteceu com Zara Figueiredo, Basília Rodrigues e Ester não atinge apenas três mulheres negras que ocupam espaços de destaque na educação, no jornalismo e na gestão pública. É um ataque direcionado a mais de 56% da população brasileira. Esses ataques não são apenas opiniões e comentários de uma rede social: são expressões de racismo", afirmou o Coletivo Nacional de Educação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).
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