Os membros europeus da Otan, além do Canadá, têm se mobilizado para atender às metas mais altas de gastos com defesa defendidas por Trump, enquanto os EUA reduzem o número de tropas na Europa e cobram que o continente assuma mais responsabilidade por sua própria segurança.
Ao chegar ao encontro dos 32 líderes da Otan, Trump reacendeu uma antiga controvérsia ao insistir novamente que os EUA deveriam controlar a Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês. Ele também atacou países europeus que se recusaram a participar da campanha no Irã, classificou a Espanha como "um parceiro terrível na Otan" e voltou a ameaçar cortar relações comerciais.
Antes da cúpula, Trump afirmou que a Groenlândia "é muito importante" para os EUA, mas não para a Dinamarca. "Nós precisamos dela para proteger o mundo, não apenas os EUA", disse.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu que o país está "pronto para defender cada centímetro da Otan, inclusive o nosso próprio território" em caso de ataque e que contaria com os aliados para honrarem o compromisso de defesa mútua. "Esperamos que todos, inclusive todos os aliados, respeitem o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação", afirmou Frederiksen. "A Groenlândia, é claro, não está à venda."
As críticas de Trump já haviam, em outras ocasiões, aproximado países europeus em meio às guerras na Ucrânia e no Irã, ao aumento do déficit comercial com a China e a ameaças da Rússia. Ainda assim, essa unidade pode voltar a ser testada durante a cúpula.
O interesse renovado de Trump na Groenlândia pode colocar em risco o futuro da Otan, fundada em 1949 para enfrentar a ameaça à segurança europeia representada pela União Soviética durante a Guerra Fria. A aliança, tradicionalmente, se dedica a ameaças externas - não a tensões internas.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tentou conter o mal-estar ao citar os recentes aumentos nos gastos de defesa de países aliados. "Eu diria que, sem você nesta cadeira, isso não teria acontecido", disse Rutte a Trump durante um encontro pela manhã. "Aproveite a vitória. Ela está aí."
Antes da cúpula, Rutte também elogiou Trump pela série de ataques americanos ao Irã durante a noite, depois que Teerã atacou três navios mercantes no Estreito de Ormuz. "Acho que o que você fez ontem à noite foi absolutamente necessário", afirmou Rutte. "Foi uma resposta muito forte, e estou com você nisso."
Os ataques dos EUA, assim como a revogação de uma licença que permitia ao Irã vender petróleo nos mercados globais, evidenciaram a fragilidade do acordo provisório para encerrar meses de combates. Sobre o entendimento, Trump afirmou: "Para mim, acho que acabou" - embora tenha acrescentado que permitirá a continuidade das conversas. "É simplesmente uma perda de tempo lidar com eles", disse. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
(Com Agência Estado)
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