Antes, Bahrein já havia informado que as sirenes de alerta aéreo foram acionadas e que explosões foram ouvidas. Já o Kuwait anunciou que as defesas aéreas do país repeliram um ataque com drones e mísseis, sem especificar a origem dos ataques. Tanto o Kuwait quanto o Bahrein abrigam bases americanas e foram repetidamente atacados pelo Irã durante a guerra.
Durante a madrugada o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador do país, listou o que classificou como as principais violações do acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, em publicação no X, Washington descumpriu os ajustes relacionados ao Estreito de Ormuz, manteve ameaças de novos ataques, restabeleceu sanções ao petróleo iraniano, promoveu ataques no sul do Irã e deu continuidade à "agressão sionista" contra o Líbano. Ao final da mensagem, afirmou que "a era da intimidação e da extorsão acabou" e que o Irã "não vai ceder".
Os novos bombardeios aconteceram após os Estados Unidos anunciarem, na terça, 7, que realizaram "uma série de poderosos ataques aéreos" contra o Irã, "em resposta aos ataques iranianos a três navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz". "A agressão iraniana foi injustificada, perigosa e constituiu uma violação flagrante do cessar-fogo", publicou o Comando do Oriente Médio dos EUA (Centcom) no X.
Mais cedo no mesmo dia, o governo americano já havia revogado uma licença que suspendia temporariamente as sanções ao petróleo do Irã. Os EUA classificaram as ações de Teerã no Estreito de Ormuz como "totalmente inaceitáveis" após um petroleiro ser atingido na hidrovia. (Com agências internacionais)
(Com Agência Estado)
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