O organismo internacional menciona que a modesta desaceleração reflete os efeitos da guerra no Oriente Médio, ainda que parcialmente atenuada pelo momentum de demanda acelerada do ciclo tecnológico global graças ao avanço da inteligência artificial e de sua adoção. Para o FMI, as projeções dependem dos desdobramentos do Oriente Médio e uma escalada das tensões pode afetar o crescimento e a inflação. Se a reabertura do estreito de Ormuz transcorrer de maneira mais suave do que a esperada no cenário base do FMI, a expansão será mais firme e a inflação, mais baixa.
A atividade também pode surpreender com um ritmo ainda mais robusto se as despesas com capital associadas à inteligência artificial seguirem "excepcionalmente fortes" ou se as condições financeiras ficarem mais flexíveis.
Sobre a inflação global, o FMI revisou a projeção de aceleração para 4,7% em 2026, ante 4,4% anteriormente previsto. Segundo o fundo, "a tendência desinflacionária vista desde o início de 2024 ficou estagnada". Os preços da energia e de alimentos mais elevados são os responsáveis pela revisão.
Para 2027, o FMI projetou uma amenização mais branda da inflação global, projetando 3,9%. No relatório de abril, a projeção era de uma taxa de inflação global de 3,7% no próximo ano. A dinâmica inflacionária não será linear para todos os países, já que refletirá as diferenças em repasses cambiais, na persistência da inflação de serviços, as condições do mercado de trabalho e a crescente importância de especificidades de cada nação.
(Com Agência Estado)
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