De acordo com informações divulgadas pelo pool de imprensa do Kremlin, organizado por jornalistas da agência russa RIA Novosti, a Rússia propõe destinar US$ 1 bilhão desses ativos ao chamado "Conselho da Paz", criado pelo presidente americano, Donald Trump, com o objetivo de financiar ações humanitárias voltadas à Palestina. O restante dos recursos poderia ser utilizado na reconstrução de territórios afetados pelos combates, especialmente no Donbass, região que, segundo Peskov, sofreu danos significativos ao longo das hostilidades com a Ucrânia.
As declarações ocorrem em meio a uma nova rodada de contatos diplomáticos envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. O Kremlin informou que uma reunião no formato Ucrânia-Rússia-EUA está sendo realizada nesta sexta-feira, 23, com a promessa de que os europeus receberiam posteriormente um retorno das discussões. A delegação russa foi composta por autoridades militares.
Paralelamente, o enviado do presidente Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, manteve conversas com o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, sobre temas econômicos. Segundo o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, as conversas com representantes dos EUA foram "francas, construtivas e produtivas", mas ele reiterou que um acordo de longo prazo não seria possível sem a resolução da questão territorial.
Questionado sobre a proposta russa de usar ativos congelados para contribuir com o Conselho da Paz, Trump afirmou considerar a iniciativa aceitável. "Se ele está usando o dinheiro dele, ótimo", disse.
*Com informações da Associated Press.
(Com Agência Estado)
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