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Mundo Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026, 15:30 - A | A

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026, 15h:30 - A | A

ONU: Ataques de Kiev à energia russa miram acabar com financiamento da guerra, diz Zelensky

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu nesta quarta-feira, 23, os ataques de Kiev à infraestrutura energética russa, ao argumentar que o objetivo é reduzir a capacidade de Moscou de sustentar a guerra. Segundo o líder ucraniano, a indústria de petróleo do país vizinho está "ficando sem fôlego".

"O petróleo em si não é o alvo da Ucrânia. Não é o nosso alvo, nem a gasolina ou o diesel, nem fábricas ou portos. Nosso alvo é a capacidade da Rússia de financiar esta guerra, de prolongá-la, de torná-la mais brutal e mais destrutiva", disse Zelensky em discurso na Assembleia Geral da ONU. "Quem está dando dinheiro para a Rússia está dando longevidade a este conflito", acrescentou.

O líder ucraniano mencionou ainda uma postagem nas redes sociais em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu o fim da guerra. "Eu não conheço um único líder mundial que diria o contrário exceto um homem", afirmou, antes de citar o presidente russo, Vladimir Putin.

Sobre as tratativas com Moscou, Zelensky disse que é preciso avançar no campo diplomático antes do início do inverno no Hemisfério Norte, em dezembro. "Ontem nos reunimos com o presidente Trump e foi exatamente isso que discutimos. Infelizmente, não tivemos a chance de falar diretamente com o líder da China, que está hoje nos EUA, mas não aqui", declarou, em referência ao presidente chinês Xi Jinping.

Zelensky também disse ter urgência em negociar o fim do conflito por temer o avanço da inteligência artificial (IA) no campo de batalha. Segundo ele, a tecnologia pode influenciar de forma decisiva os rumos da guerra já no próximo ano. "Se vocês ouvirem alguns dos maiores crentes no desenvolvimento da IA, eles dizem que hoje a tecnologia ainda permanece em grande parte digital, mas um dia ela passará do mundo digital a moldar átomos. E, quando isso acontecer, é melhor termos encerrado as guerras que já existem", alertou.

(Com Agência Estado)

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