Segundo o presidente, a mudança é motivada pelo agravamento do cenário de segurança na Europa. "A situação geopolítica está piorando. Nossa Constituição foi escrita quando as circunstâncias geopolíticas eram completamente diferentes", declarou Nauseda.
O presidente ressaltou que não há planos imediatos para instalar armas nucleares no país. No entanto, afirmou que a retirada da proibição constitucional garantiria que a Lituânia não fique limitada caso o contexto de segurança mude no futuro.
A proposta ocorre em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia, intensificadas pela guerra na Ucrânia, e reflete os esforços dos países do leste europeu para reforçar suas capacidades de defesa.
Com a iniciativa, a Lituânia se aproxima de movimentos recentes na região. A Finlândia, também integrante da Otan, revogou na quarta-feira, 1, uma proibição semelhante em vigor desde 1987. Já a Polônia manifestou interesse em receber armas nucleares dos Estados Unidos em seu território, em resposta ao que considera uma ameaça crescente após a decisão da Rússia de posicionar ogivas táticas na Belarus, aliada de Moscou.
(Com Agência Estado)
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