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Mundo Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025, 10:00 - A | A

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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025, 10h:00 - A | A

Israel declara Cidade de Gaza 'zona de combate'; Exército recupera corpo de dois reféns

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta sexta-feira, 29, que decidiram classificar a Cidade de Gaza como uma "zona de combate perigosa" em meio a ofensiva de Tel-Aviv para tomar o controle do local. O Exército disse também que recuperou os corpos de dois reféns israelenses, mas apenas um foi identificado.

Grupos de ajuda humanitária e uma igreja que abriga pessoas disseram que permaneceriam na Cidade de Gaza para ajudar os residentes e fornecer suprimentos. Milhares de pessoas estão no local, que sofre com uma epidemia de fome, enquanto o Exército de Israel avança pela periferia da cidade.

A ONU e outros grupos de ajuda condenaram a decisão de Israel de classificar a cidade como "zona perigosa", mas os palestinos da Cidade de Gaza disseram que isso faz pouca diferença na realidade do local, já que os bombardeios já estavam aumentando.

O Exército de Israel também anunciou a suspensão das pausas nos combates na Cidade de Gaza, que tinham permitido a entrada de alimentos e suprimentos de ajuda das 10h às 20h.

"Intensificaremos nossos ataques até trazermos de volta todos os reféns sequestrados e desmantelarmos o Hamas", disse o porta-voz do exército israelense, Avichay Adraee.

Adraee, o porta-voz do exército israelense em língua árabe, tem pedido, há dias, para que os palestinos da Cidade de Gaza se desloquem para o sul, classificando a retirada de "inevitável".

A ONU apontou na quinta-feira, 28, que 23 mil pessoas se retiraram da cidade na última semana, mas muitos palestinos afirmam estar exaustos após múltiplos deslocamentos.

A Igreja da Sagrada Família na Cidade de Gaza informou à Associated Press nesta sexta-feira que aproximadamente 440 pessoas abrigadas no local permaneceriam junto aos membros do clero.

Pausas táticas

Israel introduziu "pausas táticas" no mês passado, em meio a críticas da comunidade internacional sobre as condições humanitárias na Faixa de Gaza. Ao suspendê-las nesta sexta-feira na Cidade de Gaza, o Exército não disse se tinha notificado os residentes ou grupos de ajuda humanitária sobre a decisão.

O Conselho Norueguês para Refugiados, que coordena uma coalizão de grupos de ajuda ativos em Gaza, afirmou que não recebeu notificação de que as "pausas táticas" de Israel seriam suspensas.

Tel-Aviv classificou a Cidade de Gaza de reduto do Hamas, com uma rede de túneis que permanece ativa.

Mas a cidade abriga também algumas das infraestruturas críticas e instalações de saúde do território palestino. A ONU apontou na quinta-feira que a Faixa de Gaza poderia perder metade de sua capacidade de leitos hospitalares durante uma ofensiva ampliada à Cidade de Gaza.

Reféns

O Exército de Israel também apontou nesta sexta-feira que havia recuperado os restos mortais de dois reféns israelenses. O corpo de Ilan Weiss, que foi assassinado nos ataques terroristas do Hamas no dia 7 de outubro de 2023, foi identificado, mas o corpo de outro sequestrado segue sem sua identidade revelada.

"A ofensiva para devolver os reféns continua incessantemente. Não descansaremos até que retornemos todos os nossos reféns para casa - tanto os vivos quanto os mortos," disse o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em um comunicado.

Weiss, que tinha 55 anos no momento de sua morte, foi assassinado no ataque ao Kibutz Beeri, uma das comunidades do sul de Israel perto de Gaza que foi invadida pelo Hamas.

Dos 251 reféns que foram sequestrados pelo grupo terrorista, cerca de 48 seguem em Gaza, mas apenas 20 são considerados vivos.

O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos de Israel, que organizou protestos em larga escala exigindo um cessar-fogo para retorno dos reféns, lamentou as perdas e disse que os líderes israelenses devem priorizar um acordo para retornar tanto os vivos quanto os mortos.

"Convocamos o governo israelense a entrar em negociações e permanecer na mesa até que o último refém volte para casa. O tempo está se esgotando para os reféns. O tempo está se esgotando para o povo de Israel que carrega esse fardo," disse em um comunicado. Com informações da Associated Press

(Com Agência Estado)

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