Em série de postagens, Navarro explicou a lógica que, segundo ele, sustenta a decisão. "Consumidores americanos compram produtos indianos enquanto a Índia barra exportações dos EUA com altas tarifas e barreiras não tarifárias. A Índia usa nossos dólares para comprar petróleo russo com desconto." Ele acusa refinarias indianas de agir com parceiros russos "silenciosos" para refinar o petróleo e revendê-lo no mercado internacional, garantindo a Moscou moeda forte para financiar a guerra.
De acordo com Navarro, antes da invasão da Ucrânia, o petróleo russo representava menos de 1% das importações indianas; hoje, supera 30%, o equivalente a mais de 1,5 milhão de barris por dia, segundo ele. Para ele, esse movimento não responde à demanda interna, mas a um "lobby de Big Oil que transformou a maior democracia do mundo em um enorme centro de refino e lavanderia de dinheiro do Kremlin".
O conselheiro destacou que a Índia exporta mais de 1 milhão de barris diários de derivados, "mais da metade do volume de petróleo russo que importa", e que os lucros "fluem para os titãs de energia ligados politicamente e diretamente para o cofre de guerra de Putin". Enquanto isso, afirmou, "os EUA pagam para armar a Ucrânia e a Índia financia a Rússia".
Navarro ainda criticou a postura de Nova Délhi em relação ao setor militar. "A Índia continua comprando armas russas enquanto exige que empresas americanas transfiram tecnologia sensível." Ele chamou isso de "carona estratégica".
Segundo Navarro, o governo de Joe Biden "em grande parte ignorou essa loucura". Já Trump, ao impor a tarifa de 50% - "25% por comércio injusto e 25% por segurança nacional" -, estaria enfrentando o problema diretamente, na visão do conselheiro. "Se a Índia quer ser tratada como parceira estratégica dos EUA, precisa agir como tal. O caminho para a paz na Ucrânia passa por Nova Délhi."
(Com Agência Estado)
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