Em comunicado, a chancelaria iraniana classificou a ofensiva americana contra navios comerciais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã como uma "violação flagrante da Carta das Nações Unidas e do direito internacional". Segundo o governo, as operações dos EUA ampliam de forma perigosa as tensões e representam ameaça à segurança regional e internacional.
O ministério confirmou que, em resposta aos ataques contra petroleiros iranianos, as Forças Armadas atingiram bases e instalações militares americanas na Jordânia, que, segundo Teerã, davam apoio às operações dos EUA contra o Irã. A nota também afirma que "vários navios" americanos foram alvo de "ataques defensivos". Teerã declarou que continuará exercendo seu "direito inerente à legítima defesa" e prometeu responder de maneira "decisiva e apropriada" a novas ações militares americanas.
O comunicado foi divulgado após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) negar que dois destróieres americanos tenham sido atingidos pelo Irã, como havia sido informado pelo Irã. O Centcom afirmou que todas as tentativas de ataque fracassaram e disse ter destruído dez petroleiros iranianos na última semana.
A chancelaria iraniana também pediu ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU que adotem medidas imediatas para interromper as operações americanas contra o país.
(Com Agência Estado)
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