Segundo Hegseth, os EUA concordaram em suspender o bloqueio que restringia a circulação de embarcações com origem ou destino na costa iraniana desde abril. No entanto, ele alertou que Washington continua preparada para voltar a exercer pressão militar sobre o país "se o Irã não fizer o que disse que fará", declarou durante comentários a jornalistas, acrescentando que o Departamento de Guerra está "pronto para recomeçar" as operações, se necessário.
O chefe do Pentágono reforçou que tanto as negociações quanto qualquer eventual ação militar dos EUA estarão centradas na questão nuclear iraniana. Segundo ele, o objetivo permanece impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.
Paralelamente, Hegseth afirmou que há países europeus dispostos a contribuir para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. O secretário destacou, porém, que espera uma participação mais ampla dos aliados, citando diretamente o Reino Unido. "O Reino Unido precisa fazer mais, gastar mais e ajudar mais", disse, mencionando a importância do acesso americano a bases militares britânicas e à instalação de Diego Garcia, no Oceano Índico.
As declarações foram feitas em Bruxelas, onde Hegseth também intensificou a pressão sobre os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O secretário anunciou uma revisão de seis meses da presença militar americana na Europa e afirmou que o resultado dependerá da rapidez com que os países europeus assumirem maior responsabilidade pela própria defesa.
Além disso, criticou aliados que não autorizaram o uso de bases em seus territórios para operações americanas contra o Irã e reiterou o plano do governo Trump de transformar a aliança em uma "Otan 3.0", com menor dependência dos recursos militares dos EUA. Apesar da revisão estratégica, Washington afirmou que continuará mantendo seu compromisso com a dissuasão nuclear da aliança.
*Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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