Terça-feira, 13 de Outubro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Terça-feira, 13 de Outubro de 2026, 14:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 13 de Outubro de 2026, 14h:30 - A | A

Ganhadora do Nobel da Paz diz que EUA precisam retomar papel de defensores dos direitos humanos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, Navi Pillay, afirmou nesta terça-feira, 13, que os Estados Unidos precisam retomar seu papel de defensores dos direitos humanos.

Em entrevista à agência de notícias Reuters em Haia, onde atualmente atua como juíza da Corte Internacional de Justiça (CIJ), Pillay disse que Washington precisa "exercer seu papel de liderança com seriedade".

"Minha mensagem é: 'Vocês precisam voltar a exercer seu papel de liderança com seriedade, desempenhando uma função libertadora para o resto do mundo'", afirmou a juíza.

Poucas horas após Pillay ter sido anunciada como a laureada deste ano, o governo americano anunciou sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), onde ela trabalhou por cerca de cinco anos. Segundo o Departamento de Estado, as sanções têm o objetivo de "defender a soberania americana e seus cidadãos contra a ameaça representada pelo TPI".

"Vamos proibir transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e prejudicando sua capacidade de atuar contra nós", disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em vídeo publicado nas redes sociais. "Os EUA e o povo americano não estão sujeitos à jurisdição desse falso TPI."

Pillay liderou investigações sobre possíveis acusações contra tropas americanas no Iraque e no Afeganistão no âmbito do TPI. À Reuters, ela disse que o momento em que as sanções foram anunciadas não poderia ser uma coincidência.

"Considero isso muito lamentável. No entanto, os planos de atacar a Justiça Penal Internacional por meio do TPI já vinham sendo articulados há bastante tempo", disse a juíza.

"Foi por isso que a primeira coisa que fiz ao voltar de Nuremberg para Haia foi procurar os funcionários do TPI para demonstrar solidariedade ao trabalho deles na promoção da Justiça Penal Internacional e proteger aqueles que já foram alvo de sanções."

Pillay chefiou a Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a guerra desencadeada na Faixa de Gaza pelos ataques do grupo terrorista Hamas a Israel em 2023. O texto concluiu que o governo israelense estava cometendo genocídio em Gaza. Israel classificou à época o relatório como tendencioso e mentiroso.

Na entrevista à Reuters, Pillay classificou a reação negativa contra o relatório como "propaganda falsa de grupos de pressão que promovem Israel".

Ela disse à agência que seu primeiro pensamento ao saber que havia ganhado o prêmio foi que era apenas a 21ª mulher a receber a honraria desde 1901. "Isso, por si só, mostra o quanto a desigualdade contra as mulheres está enraizada."

Pillay também investigou o genocídio em Ruanda, em 1994. Na época, ela foi juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) e fez parte de um colegiado que proferiu uma decisão histórica ao reconhecer que o estupro e a violência sexual podem constituir atos de genocídio.

Para ela, ainda hoje a violência sexual não é suficientemente investigada e processada em casos de crimes de guerra, em parte porque promotores, em sua maioria homens, acreditam que abordar essas questões prejudicaria seus casos.

A juíza disse à Reuters que, após encerrar seu mandato na CIJ, planeja trabalhar para enfrentar esse problema. "Há uma base sólida, estabelecida não apenas pelo tribunal de Ruanda, mas também por tribunais internacionais posteriores, que demonstra que não se pode mais ignorar a violência sexual como dano colateral ou como uma 'recompensa para os soldados'."

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros