Um foguete Falcon 9, da SpaceX, descolou esta terça-feira (13 de outubro de 2026) a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 (SLC-40), na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. O veículo transporta a cápsula de carga Dragon na missão CRS-35 (Commercial Resupply Services 35), uma operação contratada pela NASA para reabastecer a Estação Espacial Internacional (ISS) com provisões para a tripulação e novas investigações laboratoriais em microgravidade. O registro do lançamento é do jornalista Eduardo Baldacci.
O lançamento decorreu dentro dos parâmetros operacionais previstos. Após a separação dos estágios, a cápsula iniciou a sua trajetória orbital independente em direção ao complexo orbital, onde deverá realizar os procedimentos automatizados de aproximação e acoplagem ao módulo Harmony nos próximos dias.
No interior do compartimento pressurizado e no tronco não pressurizado da Dragon seguem centenas de quilogramas de carga dedicada à investigação científica. Os ensaios abrangem áreas como a biologia celular, ciência dos materiais e demonstrações tecnológicas desenvolvidas para operar em ambiente de microgravidade — condições que permitem estudar comportamentos de fluidos, cristalização de proteínas e respostas imunitárias sem a interferência da gravidade terrestre.
A missão integra o contrato comercial de serviços de reabastecimento mantido pela agência espacial norte-americana com a iniciativa privada para assegurar o fluxo logístico contínuo de ida e volta para a estação orbital. Além do abastecimento, a cápsula trará no seu regresso resultados de amostras científicas e materiais que necessitam de análise em laboratórios terrestres.
Os dados e registos em vídeo e fotografia obtidos no local acompanharam a trajetória ascensional do vetor sobre a costa leste da Flórida, confirmando visualmente a separação dos estágios e a queima nominal dos motores Merlin na fase inicial de subida até à órbita baixa.
O próximo marco operacional da missão CRS-35 será a manobra de aproximação e o contacto físico com a porta de ancoragem da ISS, procedimento coordenado em conjunto pelos centros de controlo da SpaceX em Hawthorne, na Califórnia, e da NASA em Houston, no Texas.
O efeito "água-viva espacial" (space jellyfish) visto no céu ocorre durante lançamentos de foguetes (como os da SpaceX) realizados pouco antes do amanhecer ou logo após o pôr do sol. Ele é o resultado direto de três fatores combinados: iluminação solar em grande altitude, dispersão dos gases no vácuo e o contraste com o solo escuro.
Como o fenômeno se forma
• Geometria da luz solar: O observador no solo ainda está na escuridão (crepúsculo), pois o Sol se encontra abaixo da linha do horizonte local. No entanto, quando o foguete sobe dezenas de quilômetros na alta atmosfera, ele entra diretamente no caminho da luz solar que não é bloqueada pela curvatura da Terra.
• Expansão dos gases de exaustão: Na baixa altitude, a alta pressão atmosférica comprime a chama do motor em uma coluna estreita. Conforme o foguete atinge altitudes elevadas ou o vácuo espacial, a ausência de pressão atmosférica faz com que a pluma de gases quentes se expanda violentamente para os lados em forma de sino ou cogumelo.
• Reflexão e dispersão de luz: As partículas de exaustão (vapor de água, dióxido de carbono e fuligem de hidrocarboneto) congelam ou se dispersam em alta altitude. Ao serem atingidas pelos raios de Sol não filtrados, elas espalham a luz em tons azulados, brancos e esverdeados contra o céu escuro, criando a ilusão perfeita de uma água-viva luminosa flutuando no espaço.
Esse efeito costuma ser visível a centenas de quilômetros de distância do local de lançamento justamente pela imensa altitude em que a pluma se expande e se ilumina.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










