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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026, 11h:00 - A | A

Eleição em Israel já registra recorde e tem maior índice de participação desde 1973

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A participação nas eleições israelenses desta terça-feira, 27, vistas como um referendo sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, atingiu o nível mais alto já registrado até a metade do dia, informou a Comissão Central de Eleições.

Mais 3,29 milhões de israelenses, o equivalente a 44,9% dos eleitores aptos, votaram durante a manhã. Segundo Dean Livne, chefe da Comissão, é o maior índice registrado desde que o órgão começou a compilar tais estatísticas, em 1973.

Mais de 7 milhões de israelenses vão às urnas para eleger o novo primeiro-ministro do país. A eleição é a primeira desde os atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, um dos piores da história de Israel.

Nas urnas, outras questões internas da sociedade israelense também estarão em pauta. A principal delas envolve o serviço militar de comunidades de judeus ortodoxos. O tema polariza a sociedade israelense há anos, mas ganhou mais peso em virtude dos conflitos recentes nos quais o país se envolveu, que exigiu grande mobilização militar.

Desde que o Hamas invadiu Israel, Netanyahu reagiu com uma ampla operação militar na Faixa de Gaza, que deixou 74 mil mortos e deslocou cerca de 90% da população, segundo a ONU.

O conflito se espalhou para o Líbano, o Iêmen e posteriormente, o Irã. A resposta israelense recebeu críticas de parte da comunidade internacional, sobretudo na Europa Ocidental, em meio a denúncias de genocídio e limpeza étnica da população de Gaza - que Israel nega e diz serem politicamente motivadas.

O cenário levou à ascensão de uma figura relativamente nova dentro da política: o ex-general Gadi Eisenkot. Respeitado no establishment do país, ele comandou o Exército entre 2015 e 2019, sob o próprio Netanyahu.

Judeu sefaradita com raízes no Marrocos, como a maioria da população israelense, Eisenkot ganhou força política após o ataque do Hamas, quando fundou, em 2025, o partido Yashar. Segundo a média das últimas pesquisas de opinião publicada pelo diário Haaretz, o Yashar é o favorito para ganhar a eleição, com 23 cadeiras, contra 21 do Likud de Netanyahu.

(Com Agência Estado)

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