Mundo Quinta-feira, 31 de Março de 2011, 16:01 - A | A

Quinta-feira, 31 de Março de 2011, 16h:01 - A | A

Revoltas

Defesa americana descarta envio de tropas à Líbia

Otan assumiu hoje o comando dos ataques aéreos

Da Agência Lusa

Brasília - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, descartou hoje (31), em audiência pública no Congresso dos EUA, em Washington , o envio de tropas terrestres para a Líbia. Segundo ele, a possibilidade está afastada. Gates e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, participaram hoje de uma sessão convocada para discutir o envolvimento norte-americano nas ações na Líbia.

Perguntado sobre a alternativa de envio de homens, por terra, para a Líbia, Gates rechaçou de forma enfática a ideia: “Não, enquanto eu estiver neste cargo”. Segundo ele, as as pressões políticas e econômicas serão suficientes para o presidente líbio, Muammar Khadafi, abrir mão do poder.

Para o almirante Mullen, mesmo depois de duas semanas de intensos ataques aéreos promovidos pelas forças da coalizão, o Exército líbio deverá manter a resistência, embora fragilizado. “Comprometemos seriamente os meios militares [líbios], a defesa antiaérea, os meios de comando e reduzimos o Exército entre 20% e 25%”, disse o militar norte-americano.“Mas isso não significa que [o Exército líbio] esteja à beira da ruptura do ponto de vista militar, porque não é o caso”.

De acordo com os dados de Gates e Mullen, cerca de mil bombardeios ocorreram na Líbia por meio de aviões da coligação desde o início da intervenção militar internacional no país, no último dia 19. Mais de 200 mísseis foram lançados.

Aris Messinis/AFP
Rebeldes líbios atiram foguetes contra às forças leais ao ditador Muamar Gaddafi nas redondezas de Brega

Otan assume comando

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu hoje (30), nas primeiras horas do dia,  o comando das operações militares internacionais na Líbia. A decisão foi tomada no último domingo (27). As forças de coalizão – sob o comando dos Estados Unidos, da França e Grã-Bretanha – comandam os ataques na região desde o último dia 19 sob a alegação de que é necessário impor uma zona de exclusão aérea na região.

O general canadense Charles Bouchard está à frente das operações na Líbia. As ações militares no país serão comandadas por uma força-tarefa da Otan, cuja sede ficará em em Nápoles, na Itália. Desde a semana passada, a organização começou o processo de controle parcial dos ataques na região.

Para o ex--ministro da Imigração da Líbia Ali Errishi, os dias do regime do presidente líbio, Muammar Khadafi, “estão contados” após a deserção do ministro dos Negócios Estrangeiros, Moussa Koussa. Ontem (30) à noite, Koussa chegou a Londres depois de se demitir do cargo. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha.

Durante toda a noite passada, foram ouvidas explosões nos arredores da capital líbia, Trípoli, segundo relatos. Antes de terem sido ouvidas explosões na região de Salaheddine (nos arredores da capital), aviões sobrevoaram os subúrbios de Trípoli.

De acordo com testemunhas, os bombardeios visaram uma instalação militar nos arredores de Trípoli. A agência de notícias estatal da Líbia, Jana, informou que “instalações civis foram alvos de bombardeios do agressor da cruzada colonialista” em referência às forças da coalizão.

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