O movimento faz parte do esforço da China para ampliar sua presença nos assuntos globais, embora analistas avaliem que a iniciativa tem, até agora, mais peso simbólico do que efeito prático, sobretudo porque os Estados Unidos demonstram pouco interesse em sua mediação. Para Sun Yun, diretora do programa sobre China no Stimson Center, a guerra é uma oportunidade que Pequim não deixará passar para exibir liderança diplomática. Já Danny Russel, ex-diplomata americano e pesquisador do Asia Society Policy Institute, classificou a atuação chinesa como "performativa".
Segundo autoridades americanas ouvidas sob anonimato, a administração de Donald Trump vê com frieza a proposta sino-paquistanesa e não pretende ampliar o espaço internacional da China no Oriente Médio. Ainda assim, a posição pode mudar caso Trump intervenha antes de sua cúpula com Xi Jinping, prevista para maio e já adiada uma vez por causa da guerra.
Do ponto de vista econômico, a China está relativamente mais protegida da crise em Ormuz por ter diversificado suas fontes de energia, reduzido a dependência de combustíveis fósseis e mantido grandes reservas estratégicas de petróleo. O Irã responde por cerca de 13% das importações chinesas de petróleo, e Pequim trabalha com Teerã para garantir a passagem de navios com bandeira chinesa pelo estreito.
Mesmo assim, analistas alertam que uma guerra prolongada prejudicaria os interesses chineses, ao elevar custos de energia, afetar o transporte marítimo e enfraquecer a demanda global.
Para o governo chinês, a solução para Ormuz passa necessariamente por um cessar-fogo, mas sua proposta segue recebida com silêncio e ceticismo por Washington.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







