As declarações ocorreram no mesmo dia em que a Embaixada dos EUA no Canadá divulgou um relatório acusando políticos canadenses de tentar influenciar a política americana antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Carney e o premiê de Ontário, Doug Ford, rejeitaram qualquer interferência indevida.
Carney disse que uma cadeia automotiva norte-americana integrada beneficiaria ambos, mas reconheceu que Washington pode não priorizar mais esse modelo e afirmou que, se a abordagem americana mudou, a do Canadá também precisa mudar. O premiê canadense apontou que exportações canadenses de automóveis para os EUA caíram mais de 10%, enquanto exportações americanas para o Canadá recuaram mais de 20%, argumentando que tarifas enfraquecem as indústrias dos dois lados e reduzem opções para as famílias.
Carney e Ford anunciaram um pacote de 8,7 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 6,2 bilhões) para apoiar siderúrgicas, montadoras e o desenvolvimento de minerais críticos em Ontário, diante dos impactos da guerra comercial. O plano prevê 5,2 bilhões de dólares canadenses ao longo de cinco anos para siderúrgicas e 2,5 bilhões de dólares canadenses para montadoras, incluindo 1,5 bilhão de dólares canadenses vindo do governo federal. O anúncio veio após a siderúrgica Cleveland-Cliffs, controlada por americanos, divulgar demissões em sua planta de Hamilton, em Ontário.
Em sua nota, a embaixada americana citou a ministra da Indústria, Mélanie Joly, por discutir tarifas de retaliação mirando estados republicanos, e Ford por veicular nos EUA um anúncio com o ex-presidente Ronald Reagan criticando tarifas. A embaixada também mencionou 11 canadenses acusados de votar ilegalmente nos EUA entre 2012 e 2026, sem ligar os casos ao governo canadense. O Departamento de Justiça americano afirma ter prendido mais de 200 pessoas desde o início de 2026 por voto ilegal de não cidadãos em eleições passadas - um número pequeno em relação ao universo de eleitores americanos.
O cientista político Daniel Béland, da Universidade McGill, disse que os itens citados não seriam exemplos genuínos de interferência e considerou absurda a suposição implícita de que o Canadá poderia alterar de forma relevante o resultado das eleições. Fonte: Associated Press.
Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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