As Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) decidiram inicialmente deslocar a equipe para a Dinamarca, de onde seguirá para a Groenlândia em um voo conjunto com parceiros aliados. O comunicado destaca ainda que "o objetivo é obter um quadro sólido das condições locais" para embasar futuras conversas e planejamentos dentro da Otan.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que "a Rússia e a China utilizam cada vez mais a região do Ártico de forma militar" e que isso coloca em risco "a liberdade das rotas de transporte, comunicação e comércio". Segundo ele, "a Otan não permitirá isso e continuará a defender a ordem internacional com base em regras".
A movimentação europeia ocorre enquanto os EUA já mantêm uma base militar na Groenlândia, com até 150 pessoas, e em meio às pressões do presidente Donald Trump sobre o futuro da ilha, território autônomo da Dinamarca. A França enviou cerca de 15 militares a Nuuk, enquanto a Alemanha anunciou o deslocamento de uma equipe de reconhecimento de 13 integrantes. A BBC informou que a Noruega enviou dois militares e o Reino Unido, um oficial, além do envio de oficiais suecos, sem número divulgado. Ao todo, os países europeus anunciaram o envio de ao menos 31 militares, número que não inclui o contingente sueco, cujo tamanho não foi detalhado.
Já a Reuters destacou que a Polônia decidiu não enviar soldados. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que um ataque de um país da Otan ao território de outro seria "o fim do mundo como o conhecemos" e classificou como "um desastre político" qualquer tentativa de tomada de território entre aliados.
*Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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