Justiça Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2011, 19:02 - A | A

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JULGAMENTO

Procuradores usam de todos detalhes para acusar Josino Guimarães

O julgamento, que começou na terça-feira (29) entra na reta final com debates entre acusação e defesa; procuradores usam forma diferente para fazer explanação

HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

 

A fase de debate foi iniciada pela acusação por volta das 16h40 com a esplanação rica em detalhes dos fatos que culminaram no assassinato do magistrado Leopoldino Marques do Amoral, morto em setembro de 1999, no Paraguai. Os procuradores da República, Douglas Santos Araújo e Vanessa Scarmagnani foram enfáticos ao declarar que Josino é uma das pessoas que estava interessado na morte do juiz.

Douglas Araújo avaliou que o réu tinha de tudo para ser do bem, mas não foi isso que o fez. “Pessoa tinha tudo para ser do bom e do melhor, mas vive dando problema. E não está sendo diferente neste ponto”, apontou Douglas Araújo.

Os procuradores fizeram um trajeto sobre a “vida criminosa” do réu Josino Pereira Guimarães. E citaram seu contato com Valdir Piran, dono de uma factoring, sargento Jesus (pistoleiro), o delegado João Bosco, além de Beatriz Árias e seu irmão Joamildo Barbosa.

A acusação citou trecho de depoimento  de Valdir Piran, chamou Josino de “filhinho de papai”, já que o réu vivia as custas de seu pai, mesmo afirmando ser empresário. A acusação citou que Piran é bem conhecido da Justiça Federal, já que foi já condenado por extorsão “aprendiz de Arcanjo – Arcanjinho”, envolvido com cobranças violentas.

O procurador citou outros “amigos” de Josino, como por exemplo de má conduta, José Osmar Borges,  como classificou Douglas Araújo, "um dos grandes fraudadores do caso Sudan, além do sargento Jesus, ex-policial militar, pistoleiro, bandido e que também fazia cobranças para Arcanjo."

A acusação citou ligação do empresário ainda com Jorge Meres, motorista que trabalhava com traficante William Sozza. Em trecho lido do processo, Jorge confirmou que esteve na casa de Josino em Chapada dos Guimarães.

O procurador Douglas Araújo ainda ironizou o fato de Josino sempre negar qualquer ligação com os bandidos e sempre se colocar no lugar de coitadinho. “Todo mundo cita nome de Josino por maldade. Tudo é maldade”.

Araújo argumentou que sargento Jesus e Josino eram amigos íntimos, o réu inclusive presenteou a esposa do sargento com uma bolsa de marca.

Para enfatizar ligação de Josino com Jesus, a acusação apontou que na agenda do empresário tinha o telefone do sargento. “Jesus prestava seus serviços ao réu. Os serviços eram aqueles que estava acostumado fazer”, pontuou.

Os procuradores ainda citaram que mediante interceptação ficou comprovado que Jesus e o delegado Bosco tinham um bom relacionamento. Bem como havia ligação entre o réu e a ex-escrevente Beatriz Árias.

Outra citação feita pelo procurador Douglas leu um trecho do telefonema em que a secretária do sargento Jesus conversa com seu namorado e confirmava esquema no qual o empresário estava envolvido.

“Jesus está em Sampa (São Paulo) fazendo cobrança. Raiva que se tem de Jesus. Josino chamou serviço de Jesus (para matar Leopoldino), mas ele não aceitou. Dependendo do que o juiz falar Josino vai ser preso”.

Carta denúncia foi produzida por Leopoldino Marques do Amaral em meados de 1999. O magistrado falou que Josino só andava de Mercedes e estacionava nas vagas de desembargadores. “Uma ou duas semanas antes do início da CPI, ele (magistrado) morreu”, disse o procurador.

Ao final da esplanação, os procuradores disseram que não têm dúvidas de envolvimento de Josino na morte do Leopoldino Marques do Amaral.

 

 

 

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